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Clima

Avanço de queimadas e fumaça na Amazônia exige ações urgentes

Região enfrenta alta nos focos de incêndio agravada pela estiagem e pelo fenômeno climático El Niño.

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Avanço de queimadas e fumaça na Amazônia exige ações urgentes
Avanço de queimadas e fumaça na Amazônia exige ações urgentes

O avanço de queimadas e a consequente propagação de densa fumaça em Manaus e em outros municípios da Região Metropolitana do Amazonas têm mobilizado autoridades ambientais, órgãos de justiça e especialistas. A intensificação do fogo no mês de setembro ocorre em um cenário de estiagem severa impulsionada pela forte presença do fenômeno El Niño, que reduz o volume de chuvas e eleva as temperaturas na floresta amazônica.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais apontam milhares de focos de calor na região nas últimas semanas, elevando a área queimada no Amazonas a patamares superiores à média histórica para o período. A poluição do ar atingiu níveis críticos na capital amazonense, ultrapassando limites de segurança e provocando o aumento na procura por atendimentos de saúde devido à inalação de partículas finas e monóxido de carbono.

Diante da gravidade da crise, o Ministério Público do Amazonas instituiu um núcleo especializado para articular respostas integradas a situações de crise ambiental, priorizando o combate a incêndios florestais e à poluição atmosférica. Em paralelo, o governo estadual decretou restrições ao uso do fogo e buscou apoio junto ao governo federal para o envio de equipes de bombeiros de outros estados, após críticas sobre a demora na adoção de medidas preventivas.

Especialistas apontam que a combinação entre o aquecimento global, a ação humana na limpeza de terrenos e o uso de fogo na agricultura tradicional cria um cenário propício para a propagação rápida das chamas. Estudos científicos recentes também destacam que a região centro-norte da Amazônia tem registrado aumentos acelerados em eventos climáticos extremos durante a estação seca, superando a média de aquecimento de outras áreas do bioma.

Instituições da sociedade civil e organizações de pesquisa têm lançado campanhas educativas para conscientizar a população sobre os riscos das queimadas urbanas e rurais, reforçando que atitudes cotidianas como a queima de lixo ou folhas agravam o problema. A recomendação é evitar qualquer uso de fogo na vegetação para conter os impactos socioambientais na Amazônia.

Enquanto comunidades tradicionais e moradores cobram maior agilidade dos órgãos públicos na fiscalização e no combate aos focos de calor, cientistas alertam para a urgência de planos estruturados de adaptação climática. O objetivo é evitar que a floresta atinja pontos de inflexão irreversíveis decorrentes da degradação ambiental contínua.

Fontes consultadas

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