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Política

MPF investiga diretor-geral da PF por vazamento de sigilo

Andrei Rodrigues é alvo de procedimento para esclarecer declarações sobre sindicato ligado a Frei Chico durante operação do INSS.

Por 2 min de leitura

MPF investiga diretor-geral da PF por vazamento de sigilo
MPF investiga diretor-geral da PF por vazamento de sigilo

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um Procedimento Investigatório Criminal para apurar a conduta do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, por suspeita de divulgação de informações sigilosas. A apuração foi instaurada pelo procurador da República Gabriel Pimenta Alves e mira declarações públicas feitas pelo chefe da corporação em abril de 2025.

Na ocasião, Rodrigues afirmou publicamente que o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e seus dirigentes não eram alvos da Operação Sem Desconto, ação voltada a desarticular fraudes bilionárias contra o sistema previdenciário e aposentados do INSS. O sindicato tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico e irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A fala do diretor-geral gerou suspeitas e críticas por parte dos investigadores porque o inquérito tramitava sob sigilo e a entidade já era investigada na época. Para o MPF, cabe avaliar se houve descumprimento de dever funcional, violação do artigo 325 do Código Penal sobre repasse de dados reservados por servidor público ou eventual ato de improbidade administrativa.

A 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF rejeitou uma proposta inicial de arquivamento do caso e ordenou novas diligências. Entre as medidas determinadas estão o envio dos autos à Justiça Federal, a inclusão da decisão judicial que decretou o sigilo do caso e a intimação formal de Andrei Rodrigues para prestar esclarecimentos oficiais sobre a entrevista concedida.

Investigadores apontam que a defesa pública de pessoas ou entidades investigadas deveria caber aos advogados constituídos, e não a uma autoridade policial que tinha o dever de resguardar o sigilo da investigação. Meses após a declaração, o Sindnapi tornou-se alvo ostensivo de uma nova fase da Operação Sem Desconto, que cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão em diversos estados e no Distrito Federal, embora Frei Chico não tenha sido alvo de buscas.

Procurada pela imprensa para comentar o andamento do procedimento e as acusações, a Polícia Federal informou por meio de sua assessoria que não se manifestará sobre o caso. Os demais citados no processo também não emitiram declarações públicas até o momento.

Fontes consultadas

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