Mudanças e conflitos envolvendo regras de limpeza ganham destaque
Novas políticas do Airbnb, demissões em Cotia e proibições da Anvisa movimentam o noticiário sobre serviços e produtos de higiene.
Questões ligadas à limpeza ganharam espaço no cenário nacional com mudanças em regras de plataformas de hospedagem, demissões de funcionárias em escolas municipais e proibições de produtos irregulares pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os episódios abrangem desde novas diretrizes para o setor de turismo até o controle sanitário de itens de consumo.
No setor de hospedagem, o Airbnb alterou suas regras comunitárias para proibir que proprietários de imóveis exijam tarefas de limpeza consideradas desgastantes dos hóspedes no momento do check-out. A partir de agora, os visitantes não são mais obrigados a trocar lençóis, lavar e guardar louça ou retirar o lixo antes de deixar o local. A empresa justificou que tais obrigações devem ser de responsabilidade das equipes profissionais de manutenção e que a taxa cobrada já deve cobrir esses serviços.
Enquanto isso, na cidade de Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo, trabalhadoras terceirizadas responsáveis pela limpeza de escolas municipais foram surpreendidas com avisos prévios de demissão. O grupo procurou a Prefeitura para cobrar esclarecimentos após receber as orientações por mensagem de aplicativo. Em nota oficial, a administração municipal afirmou que está em dia com os pagamentos devidos à empresa Cotia Ambiental, relatou não ter sido comunicada previamente sobre os desligamentos e informou que notificou formalmente a companhia para garantir a continuidade dos serviços escolares.
No âmbito da vigilância sanitária, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, fabricação e distribuição de diversos saneantes irregulares em todo o país. Entre os itens vetados estão o percarbonato de sódio essencial produzido pela Cedro Química Ltda ME, considerado sem regularização, e os produtos da marca Araújo Produtos de Limpeza, fabricados por uma empresa sem Autorização de Funcionamento. O órgão regulador reforçou que o uso de mercadorias sem registro ou notificação representa riscos graves à saúde, podendo causar intoxicações, queimaduras e irritações.
A agência classificou os saneantes em categorias de acordo com o potencial de risco. Produtos de menor complexidade, como sabões, amaciantes e detergentes simples, enquadram-se na categoria de Risco 1 e exigem apenas notificação prévia. Já itens com maior potencial de toxicidade, a exemplo de água sanitária, desinfestantes e alvejantes, pertencem à categoria de Risco 2 e demandam registro obrigatório.
Por fim, discussões sobre padrões de higiene também repercutiram no ambiente de entretenimento durante o reality show A Fazenda 18. Uma divergência entre os participantes Sergio Hondjakoff, Renata Del Bianco e Mônica Fonseca iniciou-se após o ator recusar-se a higienizar o chão da academia após o treino. O episódio gerou debates sobre o bom senso na divisão de tarefas domésticas e gerou repercussão entre os telespectadores nas redes sociais.
Fontes consultadas
- Hóspedes do Airbnb não precisarão mais cumprir tarefas de limpeza no check-out após decisão da empresa - Acorda Cidade - Portal de notícias de Feira de Santana acordacidade.com.br
- Como consultar a reputação de uma empresa de produtos de limpeza | CNN Brasil cnnbrasil.com.br
- Demissões na limpeza escolar: Prefeitura afirma estar em dia com pagamentos e notifica empresa cotiaecia.com.br
- Anvisa proíbe produtos de limpeza irregulares gov.br
- A Fazenda 18: Sergio se recusa a limpar chão da academia e provoca briga terra.com.br