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Saúde

Mulher de 42 anos passa por cirurgia após raríssimo caso de bebê de pedra

Paciente sofria de fortes dores abdominais causadas por um feto calcificado retido por três anos na região abdominal.

Por 2 min de leitura

Mulher de 42 anos passa por cirurgia após raríssimo caso de bebê de pedra
Mulher de 42 anos passa por cirurgia após raríssimo caso de bebê de pedra

Uma paciente de 42 anos surpreendeu a equipe médica ao buscar atendimento relatando fortes dores abdominais e descobrir que carregava um feto calcificado em sua barriga havia três anos. A condição, extremamente rara, é cientificamente conhecida como litopédio, termo que significa "bebê feito de pedra". O caso foi detalhado por profissionais de saúde na publicação especializada International Medical Case Reports Journal.

A ocorrência foi registrada na Somalilândia, território que declarou independência unilateral da Somália em 1991. De acordo com os especialistas, o litopédio configura um fenômeno médico em que o feto vai a óbito durante uma gravidez ectópica abdominal, ou seja, desenvolvida fora do útero, e acaba não sendo reabsorvido nem expelido pelo organismo materno.

Relembrando o histórico, a mulher relatou aos médicos que, três anos antes, apresentou sintomas indicativos de gestação, com crescimento do abdômen e percepção de movimentos fetais. Contudo, os sinais cessaram progressivamente e a barriga diminuiu, sem que ela procurasse assistência médica na época. Exames físicos revelaram uma massa rígida e irregular próxima ao umbigo.

Diante dos sintomas, os médicos realizaram exames de imagem, incluindo ultrassonografia e tomografia computadorizada com modelagem tridimensional. Os exames confirmaram a presença de uma massa calcificada de aproximadamente 18 por 13 centímetros na cavidade abdominal, contendo estruturas esqueléticas fetais identificáveis, como crânio, coluna vertebral, costelas e ossos longos.

A retirada do feto calcificado foi realizada com sucesso por meio de procedimento cirúrgico. Segundo os autores do estudo de caso, a recuperação ocorreu sem maiores intercorrências e a paciente recebeu alta médica em curto prazo.

Nas consultas de acompanhamento médico realizadas ao longo dos seis meses seguintes ao procedimento, a mulher não apresentou novos episódios de dores abdominais. Os profissionais responsáveis pelo atendimento destacam a raridade do quadro na literatura médica contemporânea.

Conforme os registros científicos citados no estudo, cerca de 340 casos de litopédio foram documentados mundialmente nos últimos quatro séculos. Esse histórico consolida o desfecho como uma das ocorrências mais incomuns associadas a complicações de gestações ectópicas.

Fontes consultadas

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