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Nova expedição busca vestígios do avião de Amelia Earhart no Pacífico

Pesquisadores norte-americanos iniciaram buscas em um atol remoto de Kiribati para investigar um objeto submerso detectado por imagens de satélite.

Por 3 min de leitura

Nova expedição busca vestígios do avião de Amelia Earhart no Pacífico
Nova expedição busca vestígios do avião de Amelia Earhart no Pacífico

Uma equipe composta por 17 pesquisadores iniciou uma nova expedição ao atol de Nikumaroro, na República do Kiribati, com o objetivo de investigar se um objeto submerso em sua lagoa é o avião Lockheed Electra 10-E utilizado por Amelia Earhart. A lendária aviadora e seu navegador, Fred Noonan, desapareceram em julho de 1937 durante uma tentativa de voo ao redor do mundo, gerando um dos maiores mistérios da aviação no século XX.

A missão, que conta com financiamento e apoio da Universidade Purdue e do Archaeological Legacy Institute, partiu no início de outubro rumo ao território remoto no Pacífico ocidental. O grupo pretende utilizar tecnologias como sonar e magnetômetros para analisar a formação apelidada de Objeto Taraia, identificada inicialmente em imagens de satélite de 2020 e posteriormente em fotografias aéreas que datam de 1938.

A relação de Amelia Earhart com a Universidade Purdue é histórica, já que a instituição atuou como parceira em sua carreira e auxiliou na aquisição da aeronave que funcionava como um laboratório voador para a pilota. Steve Schultz, advogado-geral da universidade e integrante da missão, destacou que confirmar a descoberta significaria solucionar um dos maiores enigmas da história aeronáutica moderna.

A hipótese central da equipe apoia-se na teoria de que Earhart e Noonan teriam conseguido realizar um pouso forçado no atol coraliniano, sobrevivendo inicialmente como náufragos. Essa linha de investigação é fundamentada em evidências coletadas ao longo de décadas por pesquisadores anteriores, incluindo artefatos como frascos de cosméticos da década de 1930 e registros de transmissões de rádio emitidas após o sumiço da aeronave.

No entanto, a expedição enfrenta ceticismo de especialistas na área. Ric Gillespie, cofundador do Grupo Internacional para Recuperação de Aeronaves Históricas (TIGHAR), argumenta que o objeto avistado nas imagens não passa de uma árvore do tipo palmeira arrastada pelas marés para a lagoa. Gillespie, que liderou diversas expedições anteriores sem sucesso para localizar o avião, acredita que eventuais destroços originais foram levados pelas ondas para o mar aberto e destruídos.

Além dos desafios técnicos e científicos, os pesquisadores que atuam em Nikumaroro precisam lidar com as condições inóspitas da ilha desabitada, que incluem vegetação densa, roedores e a presença de caranguejos-dos-cocos gigantes. Devido ao comportamento e ao risco representado por esses crustáceos de grande porte, a equipe de apoio adota precauções diárias, abandonando a praia antes do anoitecer.

O desaparecimento de Earhart ocorreu após uma decolagem em Papua-Nova Guiné rumo à Ilha Howland, quando a aviadora reportou via rádio que o combustível estava no fim. A operação de busca oficial na época foi a maior já empreendida pelos Estados Unidos, embora sem resultados concretos. Caso o objeto atual seja confirmado como parte da aeronave, qualquer esforço de resgate físico exigirá autorização formal do governo do Kiribati.

Fontes consultadas

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