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Brasil

Operação da PF combate esquema de tráfico em Guarulhos

Investigação aponta que funcionários do aeroporto facilitavam o envio de drogas ao exterior por meio de áreas restritas.

Por 2 min de leitura

Operação da PF combate esquema de tráfico em Guarulhos
Operação da PF combate esquema de tráfico em Guarulhos

A Polícia Federal deflagrou operações para desarticular uma organização criminosa que utilizava funcionários do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, para viabilizar o envio de drogas ao exterior. As ações cumpriram mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em cidades de São Paulo e de Minas Gerais, com o objetivo de desestruturar o esquema logístico montado no terminal.

De acordo com as autoridades, a investigação teve início após apreensões e prisões em flagrante realizadas no aeroporto. O esquema contava com a cooperação de trabalhadores com crachás e credenciais de acesso controlado, permitindo que circulassem livremente por áreas restritas e inserissem malas com entorpecentes em aeronaves com destinos internacionais.

O monitoramento policial revelou diferentes rotas clandestinas e métodos para burlar a segurança do terminal. Entre as estratégias mapeadas estão o uso de veículos de serviço para o transporte de cargas, a passagem de mochilas por vestiários sem monitoramento de câmeras e o rompimento de cercas perimetrais para transferir pacotes diretamente aos carrinhos de bagagem.

Além do envio tradicional de cocaína para a Europa e a África, a Polícia Federal identificou o chamado "tráfico reverso", modalidade em que substâncias ilícitas eram enviadas da América do Norte, Europa e Ásia em direção ao Brasil. Para encobrir o envio, a quadrilha utilizava a clonagem e a troca de etiquetas de bagagem, associando malas repletas de entorpecentes a passageiros desavisados.

Casos recentes evidenciaram o impacto da fraude sobre viajantes inocentes. Passageiros tiveram suas bagagens extraviadas e substituídas por malas contendo drogas sem o seu conhecimento, resultando em investigações que posteriormente comprovaram a inocência das vítimas. Especialistas e autoridades orientam que os viajantes fotografem suas bagagens e guardem os comprovantes de peso no momento do despacho.

A Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores ligados aos investigados, além de suspender o credenciamento e proibir o acesso dos empregados sob suspeita às áreas restritas do aeroporto. O inquérito policial prossegue com o intuito de identificar e responsabilizar os comandantes das cadeias hierárquicas da organização criminosa.

Fontes consultadas

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