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Papa Leão XIV afirma que agentes de IA são ferramentas e não pessoas

Pontífice reforçou a necessidade de supervisão humana em decisões críticas e defendeu o banimento de armas autônomas letais.

Por 2 min de leitura

Papa Leão XIV afirma que agentes de IA são ferramentas e não pessoas
Papa Leão XIV afirma que agentes de IA são ferramentas e não pessoas

O papa Leão XIV declarou nesta sexta-feira que os agentes de inteligência artificial são apenas ferramentas e não pessoas, destacando que decisões cruciais para a vida humana jamais devem ser delegadas a sistemas tecnológicos. As declarações foram feitas durante um discurso voltado a participantes de um congresso sobre o futuro da IA, organizado pela Pontifícia Academia para a Vida.

Durante seu pronunciamento, o pontífice alertou sobre os riscos de reduzir seres humanos a simples dados em listas de alvos ou cadastros de controle de fronteiras. Segundo o Papa, o uso da força, a liberdade e as decisões que afetam a existência humana precisam permanecer sob supervisão estrita, informada e responsável de pessoas.

Diante disso, o líder católico encorajou os Estados que se reunirão em Genebra a adotarem medidas concretas para proibir formalmente o uso de armas autônomas letais. O apelo ocorre em meio a discussões internacionais sobre armamentos capazes de atuar de forma autônoma, sem intervenção direta humana.

O Papa também ressaltou que o futuro dessa tecnologia depende inteiramente das escolhas feitas pela humanidade, uma vez que se trata de uma criação humana. Para ele, priorizar apenas a velocidade em uma competição desmedida pode fazer com que a sociedade negligencie aqueles que acabam ficando para trás.

Além das advertências sobre o uso militar e o controle automatizado, a Igreja Católica tem intensificado sua atenção aos impactos digitais na infância. Recentemente, bispos alemães aderiram a uma iniciativa voltada a tornar ferramentas tecnológicas mais seguras para menores, fundamentando a ação nos princípios defendidos pelo Vaticano.

Na encíclica Magnifica Humanitas, publicada anteriormente, o pontífice já havia apontado os perigos enfrentados por crianças e adolescentes diante de algoritmos capazes de manipular preferências, além de alertar sobre riscos associados a perfis falsos e ferramentas de manipulação de imagens no ambiente digital.

Fontes consultadas

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