Pular para o conteúdo
Mundo

Pastores enfrentam processos criminais e demissões em casos nos EUA

Lideranças religiosas nos Estados Unidos lidam com acusações de fraude, imigração e disputas sobre pronomes.

Por 2 min de leitura

Pastores enfrentam processos criminais e demissões em casos nos EUA
Pastores enfrentam processos criminais e demissões em casos nos EUA

Diferentes casos envolvendo líderes religiosos movimentam o noticiário nos Estados Unidos, abarcando acusações criminais de fraude, questões imigratórias e disputas trabalhistas relacionadas a políticas de inclusão em órgãos públicos.

No estado de Washington, o pastor Cristian Popescu, de 46 anos, foi formalmente acusado de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro em conexão com um suposto esquema de US$ 13 milhões. De acordo com o Ministério Público Federal, Popescu teria enganado mais de 30 investidores ao promover uma empresa de tecnologia que, na verdade, não passava de uma fachada sem funcionalidade real. O religioso teria utilizado sua posição na igreja para recrutar fiéis, alegando que o investimento era uma escolha divina.

Investigadores apontam que o pastor usava empresas de fachada para desviar o dinheiro dos investidores para contas pessoais e de familiares. Popescu declarou-se inocente durante audiência e responderá a julgamento em dezembro, enfrentando dezenas de acusações que somam penas severas de prisão em caso de condenação.

Na Luisiana, outro caso de repercussão envolve o pastor Luke Ash, que processou a biblioteca pública de Baton Rouge após ser demitido. Ash recusou-se a utilizar pronomes preferidos para se referir a um colega de trabalho, argumentando que suas convicções cristãs impedem o uso de termos que contrariem o sexo biológico. A defesa do pastor alega discriminação religiosa e violação de direitos constitucionais, enquanto a direção da biblioteca manteve a política de não comentar questões de pessoal.

Também na Luisiana, o pastor Tony Spell, da igreja Life Tabernacle, foi preso após um confronto físico com um vizinho. Spell alegou ter agido para defender sua família de ameaças graves, enquanto a família vizinha negou as acusações e atribuiu o conflito a desentendimentos judiciais anteriores decorrentes de restrições sanitárias adotadas durante a pandemia de COVID-19.

Em paralelo, no Texas, dois pastores originários do México, Cinthia Sarai Cardona Otero e Nepthali Zozaya Saucedo, foram soltos pela custódia do Serviço de Imigração e Alfândega após passarem semanas detidos. O casal aguardava o processamento de um ajuste de status migratório patrocinado por sua comunidade religiosa local, gerando críticas de parlamentares sobre as prioridades das autoridades de imigração em relação a trabalhadores religiosos com processos em andamento.

Fontes consultadas

Leia também