Paysandu vence disputa judicial sobre Yago Pikachu
Justiça do Pará rejeita pedido de indenização de R$ 8 milhões movido por empresa em processo que envolvia negociação do atleta em 2014.
O Paysandu obteve uma vitória importante na Justiça do Pará em um processo de longa data que envolvia o atacante Yago Pikachu, um dos principais atletas revelados pelas categorias de base do clube bicolor. A decisão judicial rejeitou a cobrança de R$ 8 milhões feita por uma empresa que alegava prejuízos decorrentes de uma negociação frustrada no ano de 2014.
A ação havia sido movida pela BIG Sistemas de Segurança. Segundo a empresa, um investimento de R$ 700 mil foi realizado em 2012 para garantir o direito a 70% dos ganhos em uma eventual futura transferência do jogador, que na época despontava como uma das maiores promessas do futebol paraense.
O contrato vigente estipulava uma cláusula de saída estipulada em R$ 8 milhões exclusivamente para clubes do futebol brasileiro. Em janeiro de 2014, o Goiás manifestou interesse em contar com o lateral-direito e tentou concretizar a contratação, mas tratativas acabaram não avançando para um desfecho positivo.
No processo, a empresa argumentou que a diretoria do Paysandu teria colocado obstáculos na negociação com o clube goiano, impedindo assim que os investidores recebessem a fatia correspondente ao valor previsto na cláusula de rescisão contratual.
Diante do fracasso na transferência, a empresa acionou o poder judiciário para exigir o pagamento integral da cláusula de R$ 8 milhões, além de somar multas contratuais estipuladas no acordo firmado anteriormente com a instituição esportiva.
A sentença favorável ao clube paraense foi assinada pelo magistrado Ivan Delaquis Perez. Com a deliberação, o Paysandu consegue se esquivar, ao menos nesta etapa processual, do pagamento milionário cobrado pelos antigos parceiros financeiros.
Apesar do revés na primeira instância, a decisão proferida pela Justiça ainda comporta recurso. Isso significa que o processo não foi encerrado em definitivo e novas movimentações jurídicas deverão ocorrer nos próximos meses em torno do caso envolvendo o atleta.