Pescadores recolhem centenas de iPhones no Estreito de Ormuz
Carga valiosa ficou à deriva após um navio de Singapura colidir com uma mina marítima na região.
Centenas de caixas contendo aparelhos celulares da marca iPhone e perfumes ficaram à deriva no Estreito de Ormuz, rota estratégica localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, após o naufrágio de um navio cargueiro na última quarta-feira, dia 14.
Imagens que rapidamente se espalharam pelas redes sociais mostram pescadores locais aproveitando a situação para recolher os produtos que flutuavam no mar. A carga valiosa havia sido transportada por uma embarcação comercial que afundou na área de forte tensão geopolítica.
Conforme informações divulgadas pelo jornal britânico The Telegraph, a embarcação envolvida no incidente foi o cargueiro GFS Prife, com registro em Singapura. O navio acabou afundando na quarta-feira em decorrência de um incêndio que irrompeu a bordo durante a navegação.
A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica apresentou uma versão oficial sobre o acidente, afirmando que o navio mercante teria entrado em uma rota considerada perigosa e não autorizada antes de colidir com uma mina marítima, o que desencadeou o fogo e o consequente naufrágio.
O impacto do incidente resultou na perda de mais de 2,5 mil contêineres que estavam sendo transportados pela embarcação. Com o afundamento dos compartimentos de carga, os itens de tecnologia e cosméticos acabaram se espalhando pelas águas da via marítima.
Apesar da gravidade do naufrágio e do confronto com a mina, o desfecho humano foi positivo. De acordo com os relatos da imprensa internacional, todos os 21 tripulantes que integravam a equipe do navio foram resgatados com vida e sem ferimentos aparentes.
O Estreito de Ormuz é mundialmente conhecido por sua relevância econômica e militar, sendo o canal por onde transita aproximadamente um quinto de toda a produção mundial de petróleo. Recentemente, a rota tem sido palco de crescentes tensões ligadas ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
O naufrágio do cargueiro de Singapura marcou o segundo afundamento de embarcações na região dentro de um intervalo de apenas 24 horas. Desde o início das hostilidades e do conflito atual na área, este foi o terceiro caso registrado de naufrágio de navios de grande porte.