Pesquisas apontam cenário do segundo turno e TSE restringe perfis
Levantamentos divulgados nesta segunda-feira mostram disputa presidencial acirrada, enquanto tribunal impõe regras a aliados dos candidatos.
A corrida presidencial para o segundo turno entrou em sua reta final nesta segunda-feira (19) com a divulgação de novas pesquisas de intenção de voto e decisões importantes da Justiça Eleitoral. Os levantamentos realizados pelos institutos Atlas/Bloomberg, PoderData/Aya e BTG/Nexus indicam a disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a menos de uma semana da votação definitiva marcada para o dia 25 de outubro.
De acordo com a pesquisa Atlas/Bloomberg, Flávio Bolsonaro registra 51,1% dos votos válidos, contra 48,9% de Lula. Nos votos totais, o candidato do PL aparece com 49,8%, enquanto o atual chefe do Executivo soma 47,6%, com 2,6% de eleitores declarando voto em branco, nulo ou indecisão. O levantamento ouviu 4.998 pessoas entre os dias 13 e 18 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório, com margem de erro de um ponto percentual e registro sob o número BR-02418/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
Outro instituto a divulgar números foi o PoderData/Aya, que aponta Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%. Na pesquisa BTG/Nexus, o cenário aponta um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, com o candidato oposicionista marcando 50,3% dos votos válidos frente a 49,7% do candidato à reeleição. Os levantamentos captaram as impressões do eleitorado em meio aos debates e às discussões sobre medidas econômicas recentes do governo federal.
Além do cenário estatístico, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) movimentou o cenário político ao determinar que o coach Pablo Marçal e o deputado federal reeleito Nikolas Ferreira, ambos aliados de Flávio Bolsonaro, fiquem proibidos de republicar conteúdos nas redes sociais cuja remoção já havia sido ordenada pela Justiça Eleitoral em seis processos distintos.
A ordem foi emitida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, em resposta a uma ação apresentada pela coligação de Lula. A medida prevê multa de R$ 50 mil por descumprimento individual por publicação, além de restrições para que empresas como Meta e X impeçam o impulsionamento pago e a distribuição privilegiada de propaganda eleitoral dos investigados até o encerramento do pleito.
A decisão do TSE reforça a necessidade de atuação preventiva da Justiça diante da proximidade do segundo turno, apontando que a circulação reiterada de materiais irregulares pode comprometer a igualdade de oportunidades entre os concorrentes. A propaganda orgânica lícita, contudo, permanece liberada, e os citados terão prazo para apresentar defesa.
Com os dados consolidados das pesquisas e o acirramento das restrições judiciais nas plataformas digitais, as campanhas intensificam as estratégias de mobilização nos últimos dias que antecedem a ida dos eleitores às urnas em todo o país.
Fontes consultadas
- Atlas/Bloomberg: Flávio tem 49,8% e Lula, 47,6% no 2º turno portaltela.com
- Lula x Flávio Bolsonaro: 3 pesquisas mostram cenário de segundo turno bhaz.com.br
- TSE proíbe Marçal e Nikolas de divulgar conteúdos vetados | Coluna da Basília | SBT News sbtnews.sbt.com.br
- Flávio x Lula: o que indicam as pesquisas presidenciais divulgadas nesta segunda-feira terra.com.br
- Atlas/Bloomberg: pesquisa estima intenções de voto para o segundo turno das eleições bandab.com.br