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Política

PF cancela passaportes de Flávio Bolsonaro após descumprimento de ordem

Senador perdeu o prazo estipulado pelo STF para entregar documentos e paradeiro é investigado pelas autoridades.

Por 2 min de leitura

PF cancela passaportes de Flávio Bolsonaro após descumprimento de ordem
PF cancela passaportes de Flávio Bolsonaro após descumprimento de ordem

A Polícia Federal cancelou os passaportes do senador Flávio Bolsonaro nesta terça-feira após o parlamentar descumprir a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinava a entrega dos documentos em um prazo de 24 horas. O encerramento do prazo ocorreu no final da manhã sem que os itens fossem entregues às autoridades policiais.

A decisão de reter os passaportes e proibir a saída do país foi emitida na segunda-feira. A medida judicial também incluiu a proibição de que o parlamentar mantenha contato com um advogado investigado por lavagem de dinheiro, por qualquer meio de comunicação ou por intermédio de terceiros.

O paradeiro do senador tornou-se incerto e gerou movimentação entre aliados, assessores e advogados, que não conseguiram estabelecer contato com ele. Paralelamente, surgiram suspeitas de uma tentativa de fuga para a Argentina com destino final nos Estados Unidos, levantando especulações sobre a possibilidade de decretação de prisão preventiva.

Imprensa e autoridades estrangeiras relataram que um jato particular operado por uma empresa argentina permaneceu estacionado no aeroporto de Puerto Iguazú, na província de Misiones, com planos iniciais de voo para a Flórida. Fontes locais indicaram que o nome do senador constava em uma lista de passageiros, mas o campo de identificação estava em branco e a decolagem acabou sendo cancelada.

A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que não há registros oficiais de entrada do parlamentar em território argentino. A Polícia Federal brasileira intensificou a fiscalização nos postos de fronteira e acionou agências de cooperação internacional para apurar eventuais irregularidades na travessia.

Investigadores apuram o caso no âmbito de inquéritos que investigam suspeitas de ocultação de bens, evasão de divisas e inconsistências financeiras envolvendo o financiamento de uma produção cinematográfica e conexões com o setor bancário. O senador Rogério Marinho negou publicamente que seu colega tenha deixado o território brasileiro.

A cidade de Puerto Iguazú, que concentra as atenções das autoridades, é o local de residência de um primo do parlamentar, que possui autorização temporária para residir e estudar na Argentina. Até o momento, a defesa e o próprio senador não se manifestaram oficialmente sobre as acusações e investigações em curso.

Fontes consultadas

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