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Economia

PIB da China cresce 4,5% no terceiro trimestre com força das exportações

Aceleração econômica supera expectativas do mercado, mas avanço desigual e crise no setor imobiliário mantêm alertas sobre a demanda interna.

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PIB da China cresce 4,5% no terceiro trimestre com força das exportações
PIB da China cresce 4,5% no terceiro trimestre com força das exportações

A economia da China registrou um crescimento de 4,5% no terceiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, impulsionada principalmente pelo avanço das exportações e da produção industrial. Divulgados nesta segunda-feira (19), os dados superaram o consenso das previsões de analistas, que esperavam uma alta de 4,4%, e representam uma aceleração em relação ao ritmo de 4,3% visto no segundo trimestre.

Apesar do resultado acima do previsto, a expansão econômica chinesa continua a apresentar forte desequilíbrio estrutural. Enquanto a atividade industrial e as vendas ao exterior seguem em ritmo robusto — com a produção industrial avançando 5,5% em setembro —, a demanda interna permanece fraca e o mercado imobiliário continua mergulhado em uma recessão prolongada.

Os reflexos da crise imobiliária seguem pesando de forma expressiva sobre os indicadores do país. O investimento no setor imobiliário sofreu uma queda de 20,6% no acumulado entre janeiro e setembro, aprofundando a retração observada nos meses anteriores e corroendo a riqueza das famílias, o que mantém a cautela dos consumidores em relação aos gastos.

As vendas no varejo registraram um aumento de 1,1% em setembro na comparação anual. Embora o número tenha ficado ligeiramente acima das expectativas, analistas apontam que, quando descontada a inflação, o crescimento real do consumo interno praticamente estagnou, intensificando guerras de preços e pressões deflacionárias entre as empresas locais.

Diante da fraqueza do mercado interno, a dependência das exportações tem sido o principal amortecedor da economia. No entanto, o cenário externo também acumula riscos e tensões comerciais, incluindo novas restrições e discussões com parceiros como a União Europeia sobre o limite de embarques de veículos híbridos chineses e o superávit comercial.

Economistas avaliam que o desempenho positivo do terceiro trimestre reduz a pressão imediata para que Pequim adote pacotes massivos de estímulo econômico. No acumulado dos primeiros nove meses de 2026, o Produto Interno Bruto chinês cresceu 4,6%, mantendo o país no caminho para cumprir a meta oficial estipulada para o ano.

Ainda assim, especialistas alertam que a sustentabilidade a médio prazo exigirá reformas voltadas para o fortalecimento da renda das famílias e do consumo doméstico. Sem uma mudança estrutural na política econômica, analistas preveem uma desaceleração gradual para os próximos anos, com estimativas apontando um crescimento de 4,4% em 2027.

Fontes consultadas

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