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Economia

Exportações de carne batem teto e geram alerta no setor

Cota de exportação de carne bovina para a China foi totalmente preenchida em 2026, impondo sobretaxa e preocupação para o próximo ano.

Por 2 min de leitura

Exportações de carne batem teto e geram alerta no setor
Exportações de carne batem teto e geram alerta no setor

A cota de exportação de carne bovina brasileira destinada ao mercado chinês atingiu 100% de preenchimento, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. O esgotamento do limite estabelecido fez com que o governo do país asiático passasse a aplicar uma sobretaxa de 55% sobre a tarifa básica de 12% nas vendas do produto a partir de 1º de outubro de 2026.

O setor produtivo já trabalhava com a expectativa de esgotamento da cota desde julho e agosto, período em que os embarques sofreram forte retração devido ao cumprimento antecipado do volume máximo estipulado. Como a viagem de navio até os portos chineses leva de 30 a 60 dias, as cargas enviadas após o preenchimento da cota entram apenas no registro do ano seguinte.

Para tentar contornar a situação, o governo brasileiro buscou alternativas diplomáticas, como negociar com o Uruguai a cessão de parte da cota pertencente ao país vizinho. No entanto, a substituição ainda depende de aprovação formal de Pequim, que não havia se manifestado sobre o pleito até o final de setembro.

Apesar das restrições e da sobretaxa atual, a China oficializou recentemente a habilitação de quatro novos frigoríficos brasileiros para a exportação de carnes. O pacote inclui duas plantas voltadas para a carne bovina, localizadas em Minas Gerais e Pernambuco, e duas unidades dedicadas ao frango, situadas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, elevando para 150 o total de estabelecimentos autorizados.

Representantes da indústria expressaram preocupação com o cenário projetado para o próximo ciclo de comércio. Segundo lideranças do setor de exportação, caso a média mensal de envios para a China seja mantida em 2027, o volume limite poderá se esgotar já nos meses de março ou abril, antecipando as dificuldades tarifárias enfrentadas pelas empresas brasileiras.

Diante do risco de esgotamento precoce, o setor privado defende junto ao governo federal a adoção de uma gestão planejada das cotas. A proposta em discussão consiste em arbitrar volumes com base na performance individual e na fatia de mercado de cada frigorífico, com o objetivo de diluir os embarques ao longo de todo o ano e evitar corridas comerciais nos primeiros meses do período.

Fontes consultadas

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