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Esportes

Pierre Gasly recebeu 13 mil ameaças de morte após GP da Espanha

Presidente da FIA revelou a gravidade dos ataques virtuais sofridos pelo piloto francês e cobrou ações enérgicas de toda a comunidade da Fórmula 1 contra o assédio online.

Por 3 min de leitura

Pierre Gasly recebeu 13 mil ameaças de morte após GP da Espanha
Pierre Gasly recebeu 13 mil ameaças de morte após GP da Espanha

O piloto francês Pierre Gasly, da equipe Alpine, foi alvo de 13 mil ameaças de morte após o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, realizado em setembro. A informação foi revelada pelo presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, durante entrevista ao site The Drive no fim de semana de Austin, destacando a gravidade do assédio virtual enfrentado por competidores no esporte a motor.

A onda de hostilidade surgiu em decorrência de um incidente ocorrido nas voltas finais da prova disputada em Madri. Na ocasião, Gasly retardou o avanço de seu companheiro de equipe, o piloto argentino Franco Colapinto, que expressou insatisfação pelo rádio e temia perder posições na classificação geral. Ao final da corrida, Colapinto terminou na sétima colocação, enquanto Gasly cruzou a linha de chegada em 12º lugar.

A situação gerou reações extremas nas redes sociais por parte de torcedores, resultando em uma enxurrada de mensagens ofensivas direcionadas não apenas a Gasly, mas também à sua namorada e a seus familiares próximos. O volume expressivo de ataques levou o próprio Colapinto a publicar um vídeo pedindo publicamente que seus apoiadores interrompessem as agressões virtuais.

Diante da repercussão negativa, a chefia da Alpine também adotou medidas rigorosas. O chefe da equipe, Flavio Briatore, emitiu um ultimato alertando que o piloto argentino poderia sofrer restrições de acesso à imprensa e bloqueio mediático caso os ataques e manifestações de ódio continuassem a ser direcionados a Gasly ou a outros competidores da categoria.

Para combater o problema, Ben Sulayem defendeu uma resposta conjunta que envolva a federação, as equipes, os pilotos e os meios de comunicação. O dirigente ressaltou que a entidade não conseguirá resolver a questão sozinha e apontou que os competidores possuem papel fundamental como embaixadores e modelos de conduta para seus seguidores, devendo se posicionar ativamente contra a violência digital.

Como parte das estratégias de enfrentamento, a FIA planeja intensificar o uso de inteligência artificial para identificar e rastrear os autores de ataques virtuais, mesmo aqueles que utilizam perfis falsos ou anônimos nas plataformas. O presidente da entidade também mencionou a possibilidade de banir de eventos oficiais e de competições tanto espectadores quanto profissionais da imprensa que forem identificados em práticas de assédio.

O dirigente lembrou ainda que o assédio online não se restringe a um único competidor ou torcida específica, citando o histórico de ataques sofridos por outros nomes da categoria, como Lewis Hamilton. Além dos pilotos, Ben Sulayem alertou que o discurso de ódio nas redes sociais afeta voluntários e profissionais essenciais para o funcionamento do esporte, citando o caso de uma comissária que considerou abandonar suas atividades após receber ameaças graves.

Fontes consultadas

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