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Polêmica na Ticketmaster expõe divergência em preços de revenda

Usuária de rede social relata discrepância significativa entre o valor anunciado para revender ingresso de Bruno Mars e o preço cobrado de potenciais compradores.

Por 2 min de leitura

Polêmica na Ticketmaster expõe divergência em preços de revenda
Polêmica na Ticketmaster expõe divergência em preços de revenda

Uma usuária da plataforma Ticketmaster utilizou as redes sociais para expor uma divergência nos preços de revenda de ingressos para um show do cantor Bruno Mars. A consumidora, identificada nas redes como brickbuster69, relatou em um vídeo no TikTok que colocou seu bilhete à venda por US$ 299, mas encontrou o mesmo assento listado pela empresa para novos compradores por US$ 422,45.

Segundo a criadora do conteúdo, a plataforma aplicou uma taxa de serviço de US$ 44,85 sobre o valor anunciado por ela, resultando em um pagamento projetado de US$ 254,15 para a vendedora. A diferença entre a quantia que seria recebida pela dona original do ingresso e o preço final exibido ao público gerou insatisfação e críticas públicas ao modelo de negócios da empresa.

A repercussão do caso reacendeu debates sobre as políticas de taxas e revendas praticadas pela Ticketmaster. Na seção de comentários do vídeo, diversos usuários relataram experiências semelhantes de frustração com o mercado secundário, apontando dificuldades para estipular preços e altos custos adicionais em transações na plataforma.

O episódio ocorre em um momento em que a Ticketmaster e sua controladora, a Live Nation, enfrentam maior escrutínio regulatório e judicial. Recentemente, um tribunal federal rejeitou uma tentativa da empresa de encerrar uma ação movida pela Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos e por sete estados, que contestam práticas de bilheteria e taxas de revenda.

A ação do governo americano alega que a empresa obteve receitas expressivas por meio de taxas cobradas em ambos os lados do mercado secundário e por acréscimos aplicados independentemente das tarifas operacionais. A Justiça determinou que os argumentos apresentados pelo governo são suficientes para que o processo prossiga, embora a decisão não constitua um veredito de culpa.

Em resposta às críticas sobre os custos no mercado de revenda, a Ticketmaster sustenta que os vendedores determinam o preço base de seus ingressos e recebem o montante descontado das taxas aplicáveis. A empresa também afirma que as taxas de serviço podem ser divididas entre as partes envolvidas na realização dos eventos e cobrem despesas operacionais e lucros.

A controvérsia em torno da revenda de ingressos soma-se a outras polêmicas recentes envolvendo a venda primária de bilhetes para a turnê de Bruno Mars e de outros grandes artistas, cujos preços iniciais e taxas geraram reclamações de fãs e questionamentos públicos em diversas ocasiões ao redor do mundo.

Fontes consultadas

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