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Brasil

Polícia Civil aponta uso excessivo de força em morte em São Paulo

Autoridades investigam a ação de policiais militares durante ocorrência na zona norte da capital paulista.

Por 2 min de leitura

Polícia Civil aponta uso excessivo de força em morte em São Paulo
Polícia Civil aponta uso excessivo de força em morte em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo apontou o uso excessivo e não progressivo de violência no caso da morte de Camila Pereira da Silva, de 32 anos, que foi baleada por um policial militar em Pirituba, na zona norte da capital paulista.

Segundo o boletim de ocorrência, o agente teria assumido o risco de produzir a morte, visto que a vítima estava sozinha, não apontava a faca em direção aos pelo menos três policiais presentes no local, e o espaço era aberto com amplas possibilidades de afastamento e contenção.

O delegado responsável pelo caso destacou que a reação foi manifestamente desproporcional. Imagens de câmeras de segurança mostraram que a mulher caminhava com os braços baixos e a vários metros de distância, o que não configuraria uma agressão iminente que justificasse o disparo letal.

A autoridade policial ressaltou que os meios utilizados não foram necessários nem moderados, uma vez que os agentes não empregaram o uso progressivo da força, como spray químico, arma de choque ou cacetete, antes de efetuarem o disparo de arma de fogo.

De acordo com depoimentos coletados, a ocorrência teve início quando o então namorado de Camila procurou os policiais para pedir ajuda, alegando estar sendo ameaçado e perseguido por ela devido ao término do relacionamento. Os policiais relataram que a mulher estava em surto psicótico.

A defesa do policial militar envolvido classificou a prisão em flagrante como arbitrária, desproporcional e desprovida de análise adequada das circunstâncias, afirmando que o agente atuou no exercício de suas funções institucionais e em conformidade com o treinamento recebido.

Após passar por audiência de custódia, o policial foi solto mediante o cumprimento de medidas cautelares, tendo sido suspenso de suas atividades operacionais e restrito a tarefas administrativas, enquanto a corregedoria da Polícia Militar investiga o caso.

Fontes consultadas

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