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Política

Polícia Federal arquiva apuração sobre suposta interferência eleitoral

A instituição encerrou a investigação preliminar por ausência de elementos que comprovassem ilícitos do governo norte-americano.

Por 2 min de leitura

Polícia Federal arquiva apuração sobre suposta interferência eleitoral
Polícia Federal arquiva apuração sobre suposta interferência eleitoral

A Polícia Federal decidiu pelo arquivamento da investigação preliminar que apurava uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A abertura do procedimento havia sido anunciada no último domingo, dia de votação no primeiro turno, pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.

A apuração interna teve início após uma representação protocolada pela Advocacia-Geral da União na última quinta-feira. A solicitação da AGU baseou-se em uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian, que apontava o suposto desvio de recursos pelo governo Donald Trump para financiar grupos externos com o objetivo de promover uma agenda de extrema direita.

Segundo os dados avaliados pela equipe jornalística e acionados pelo governo brasileiro, cerca de R$ 5,2 milhões seriam direcionados ao Brasil por meio de um projeto voltado contra a atuação do Poder Judiciário. Contudo, a avaliação interna da Polícia Federal concluiu que não havia indícios mínimos de irregularidades ou comprovação de que os valores tenham de fato ingressado no país.

O avanço do tema gerou preocupações nos bastidores políticos e mobilizou diferentes instâncias de segurança e governamentais pelo país. Em paralelo, autoridades federais e estaduais conduziram outras ações de grande repercussão envolvendo órgãos de inteligência e forças policiais ao longo da semana.

Em Minas Gerais, o Instituto Federal de Minas Gerais registrou um boletim de ocorrência e encaminhou denúncias de mensagens de ódio e conteúdo discriminatório compartilhadas em um grupo de estudantes para análise das autoridades federais. A Polícia Civil do estado também instaurou um procedimento investigatório próprio para apurar o caso.

Enquanto isso, em Pernambuco, a Universidade Federal de Pernambuco enfrentou um incêndio em um de seus prédios na Cidade Universitária, mobilizando o Corpo de Bombeiros e gerando pedidos de rigor na apuração das causas por parte de ministros e parlamentares. A corporação policial do estado e órgãos federais acompanham os desdobramentos de ocorrências institucionais recentes.

No Rio de Janeiro, uma operação distinta da Polícia Federal, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça e batizada de Em Nome do Pai, cumpriu mandados em Niterói para investigar um juiz estadual suspeito de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro em favor de empresas imobiliárias.

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