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Brasil

Polícia investiga máfia de taxistas ligada ao tráfico no Rio de Janeiro

Esquema criminoso utilizava dispositivos eletrônicos para inflar o valor das corridas de táxi partindo do Aeroporto Internacional do Galeão.

Por 2 min de leitura

Polícia investiga máfia de taxistas ligada ao tráfico no Rio de Janeiro
Polícia investiga máfia de taxistas ligada ao tráfico no Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou uma operação para desmantelar um esquema de fraudes em taxímetros associado ao crime organizado na capital fluminense. A investigação aponta que motoristas adotavam mecanismos ilegais para elevar artificialmente os preços cobrados dos passageiros, afetando principalmente turistas e pessoas que desembarcavam no Aeroporto Internacional do Galeão.

O esquema foi descoberto após a denúncia de um passageiro que percebeu um salto repentino no valor exibido pelo equipamento durante o trajeto. A perícia técnica identificou a presença de um aparelho eletrônico oculto nos veículos, acionado por um botão discreto que adicionava incrementos percentuais à tarifa a cada toque.

As apurações policiais indicam que a fraude contava com a participação de indivíduos conhecidos como jóqueis, responsáveis por atuar no saguão do aeroporto para atrair passageiros e encaminhá-los a veículos sem autorização para operar na fila oficial do terminal. Esses carros ficavam baseados em ruas próximas a uma comunidade local controlada por facções criminosas.

Para operar no esquema e utilizar os pontos irregulares no entorno, os motoristas realizavam pagamentos diários ou taxas periódicas ao grupo criminoso ligado ao Comando Vermelho, originário da região do Morro do Barbante, na Ilha do Governador. A investigação aponta que o faturamento ilícito elevava consideravelmente o custo final das viagens.

O inquérito policial estima que até 200 veículos possam estar circulando com os equipamentos adulterados na frota investigada. A instalação dos dispositivos estaria vinculada a uma empresa locadora de automóveis destinada a motoristas autônomos, sendo alvo de mandados de busca e apreensão juntamente com oficinas e sedes operacionais.

Além da adulteração nos taxímetros, o envolvimento do crime organizado em atividades econômicas na região metropolitana do Rio tem se diversificado nos últimos anos. Relatórios e investigações apontam ramificações criminosas na exploração ilegal de serviços de internet, comércio de gás de cozinha, revenda de celulares bloqueados, mercado imobiliário e cobrança de taxas de segurança a comerciantes.

A expansão dessas práticas ilícitas por parte de facções reflete o controle territorial exercido em dezenas de municípios fluminenses, onde taxas e imposições financeiras são cobradas de prestadores de serviços e moradores locais. As autoridades continuam as diligências para identificar todos os envolvidos na rede de adulteração de taxímetros e suas conexões com o tráfico.

Fontes consultadas

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