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Brasil

Praias do Nordeste ganham destaque internacional por beleza e preservação

Destinos como a Baía do Sancho e a Praia do Patacho são reconhecidos globalmente pela qualidade ambiental e paisagens naturais.

Por 3 min de leitura

Praias do Nordeste ganham destaque internacional por beleza e preservação
Praias do Nordeste ganham destaque internacional por beleza e preservação

O litoral do Nordeste brasileiro consolidou-se como referência mundial no setor de turismo, atraindo visitantes de diversas partes do globo em busca de cenários preservados e biodiversidade marinha. Entre os destaques, a Baía do Sancho, localizada no arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, foi eleita a melhor praia do mundo na premiação Travelers’ Choice Best of the Best, superando destinos tradicionais como o Caribe e as Maldivas.

O reconhecimento da Baía do Sancho, que é Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, reflete o compromisso com a conservação. O local, que serve como berçário para espécies como tartarugas e golfinhos, possui acesso controlado para garantir a integridade do ecossistema. A ausência de quiosques e vendedores ambulantes na faixa de areia é uma medida estratégica para manter a tranquilidade e evitar a poluição sonora e ambiental na região.

Outro ponto de destaque na região é a Praia do Patacho, em Porto de Pedras, Alagoas. Integrante da Costa dos Corais, o destino recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o selo internacional Bandeira Azul. A certificação avalia critérios rigorosos de gestão, incluindo a qualidade da água, a segurança dos banhistas e a preservação ambiental, posicionando o local entre as praias mais bem avaliadas do Brasil.

Além da contemplação, o turismo na região tem se voltado para práticas regenerativas, especialmente em Porto de Galinhas, Pernambuco. Projetos como o da Biofábrica de Corais, reconhecida por organismos internacionais, permitem que visitantes participem ativamente da recuperação de recifes. A iniciativa oferece experiências onde turistas podem plantar fragmentos de corais e acompanhar o desenvolvimento das colônias, criando um vínculo direto com a proteção da vida marinha.

Segundo Alexandre Oliveira, Country Manager da Civitatis Brasil, o perfil do viajante contemporâneo tem mudado. "O viajante de hoje não quer só voltar com fotos. Quer sentir que deixou algo de bom no lugar que visitou. Em Porto de Galinhas, isso tem um significado muito concreto: os recifes são a razão de ser do destino", afirma. O turismo regenerativo busca, assim, que o visitante contribua para a recuperação do ecossistema, indo além da simples redução de danos.

A necessidade de preservação tornou-se urgente após eventos climáticos severos. Dados da NOAA indicam que, entre 2023 e meados de 2024, grande parte das áreas de recife do mundo sofreu estresse térmico. Em Porto de Galinhas, a perda de colônias locais foi expressiva, tornando o trabalho de cultivo em viveiros marinhos e o monitoramento científico essenciais para a sobrevivência da biodiversidade local.

Para quem planeja visitar esses destinos, a recomendação é o planejamento antecipado. No caso de Fernando de Noronha, a entrada no Parque Nacional Marinho exige a compra prévia de ingressos. Já em praias como o Patacho, é fundamental consultar a tábua de marés, uma vez que as famosas piscinas naturais que caracterizam a paisagem dependem do recuo do mar para serem apreciadas com segurança.

Fontes consultadas

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