Rio de Janeiro se prepara para receber a Copa do Mundo Feminina de 2027
Cidade está entre as oito sedes do torneio que promete movimentar a economia e o turismo nacional.
O Rio de Janeiro, um dos principais cartões-postais do Brasil, figura como uma das oito cidades-sede da Copa do Mundo Feminina de 2027. O anúncio, realizado pelo Ministério do Turismo durante a World Travel Market em Londres, coloca a capital fluminense no centro de um evento que projeta injetar R$ 8,8 bilhões na economia brasileira e gerar mais de 73 mil postos de trabalho em todo o território nacional.
A escolha do Brasil como sede, a primeira na América do Sul, reforça a tradição do país no futebol e a infraestrutura legada de eventos anteriores. O torneio, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, contará com a participação de 32 seleções, sendo uma oportunidade estratégica para impulsionar o setor de serviços, hotelaria e gastronomia em todas as cidades anfitriãs.
Para maximizar os benefícios do evento, o governo federal lançou a estratégia 'Brasil Além do Jogo'. O objetivo é incentivar que os turistas estrangeiros estendam sua estadia no país e explorem destinos que vão além dos estádios, destacando o patrimônio histórico, o ecoturismo e a cultura local. A campanha terá foco em 12 mercados internacionais, incluindo países como Estados Unidos, Alemanha, França e Austrália.
No Rio de Janeiro, a expectativa é que o fluxo de visitantes beneficie diretamente a rede hoteleira, o setor de transportes e os pontos turísticos clássicos. A organização do evento exige um planejamento rigoroso de mobilidade e segurança, aspectos fundamentais para garantir uma experiência positiva aos torcedores e delegações que desembarcarão na cidade durante o período dos jogos.
Uma das prioridades da estratégia nacional é promover o acolhimento e a segurança de mulheres que viajam sozinhas. Em parceria com a Unesco, o governo desenvolveu um guia com orientações sobre transporte e hospedagem, buscando fortalecer a imagem do Brasil como um destino seguro e receptivo para o público feminino internacional.
O impacto econômico esperado de R$ 8,8 bilhões, que inclui a geração de R$ 3,8 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB), representa um desafio de gestão para as cidades-sede. O governo reconhece a necessidade de transformar a visibilidade do torneio em um legado duradouro, evitando que as estruturas esportivas fiquem subutilizadas após o encerramento das competições, como ocorreu em experiências passadas.
Além do aspecto econômico, a Copa de 2027 é vista como um marco para a visibilidade do futebol feminino. O torneio permitirá que as atletas e a estrutura esportiva nacional ocupem o centro das atenções globais, consolidando o avanço da modalidade no país e a busca do Brasil por uma posição de destaque no cenário esportivo mundial.
O sucesso da iniciativa no Rio de Janeiro e nas demais sedes dependerá da qualidade dos serviços oferecidos e da capacidade de integrar o evento esportivo à oferta turística regional. Com a CBF bloqueando outras competições nacionais durante o período, o foco total estará voltado para o Mundial, que promete ser um teste decisivo para a capacidade brasileira de realizar grandes eventos com impacto econômico sustentável.