Prefeito de Cuiabá sugere amputação para ladrões de igrejas e recua
Abilio Brunini defendeu punições severas inspiradas em legislações extremistas, mas reconheceu posteriormente que a declaração foi um exagero motivado por indignação.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sugeriu a adoção de penas como o corte de mãos e pés para indivíduos que furtam fiações elétricas de igrejas. A declaração foi feita nesta quarta-feira (4) durante um evento da prefeitura com moradores locais e posteriormente divulgada em redes sociais.
Ao justificar a fala inicial, o chefe do executivo municipal argumentou que as leis atuais são brandas e geram impunidade para criminosos que atacam instituições religiosas, sejam católicas ou evangélicas. Durante o pronunciamento, ele mencionou que práticas de amputação são aplicadas em territórios controlados por grupos ou governos fundamentalista islâmicos.
O prefeito afirmou que, caso tivesse autoridade legislativa federal, encaminharia propostas duras para coibir os furtos frequentes que têm atingido templos religiosos na capital mato-grossense. Segundo ele, a revolta com a situação motivou a citação a medidas drásticas adotadas em outras regiões do mundo.
Horas depois da repercussão gerada por suas declarações, Abilio recuou publicamente e admitiu que a sugestão de amputar membros corporais é excessiva. O político pontuou que a manifestação ocorreu em um momento de pura raiva e indignação com a onda de crimes contra o patrimônio religioso.
Apesar de voltar atrás sobre o método extremo, o prefeito manteve o posicionamento de que o ordenamento jurídico brasileiro precisa de reformas urgentes para endurecer as penas contra crimes patrimoniais e atos de criminalidade que afetam a sociedade e as instituições.
O episódio gerou forte repercussão pública, destacando o debate sobre a segurança de templos religiosos e os limites e formas de endurecimento das punições previstas na legislação penal brasileira vigente para o combate à criminalidade urbana.