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Política

Prefeito de SP classifica nova paralisação de ônibus como crime

Trabalhadores da Zona Sul ameaçam cruzar os braços após demissões por justa causa decorrentes de protesto anterior.

Por 3 min de leitura

Prefeito de SP classifica nova paralisação de ônibus como crime
Prefeito de SP classifica nova paralisação de ônibus como crime

Motoristas de ônibus que operam na Zona Sul de São Paulo anunciaram a intenção de realizar uma nova paralisação a partir da meia-noite desta quarta-feira (21). A decisão ocorre após a demissão por justa causa de pelo menos três funcionários que teriam liderado uma manifestação realizada na última segunda-feira (19), além de cobranças relacionadas à falta de comprovação de repasses ao Instituto Nacional do Seguro Social e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Diante da ameaça de nova interrupção nos serviços, o prefeito Ricardo Nunes declarou publicamente que a mobilização é ilegal, possui caráter político e configura crime contra a segurança do transporte público. A administração municipal informou que um Boletim de Ocorrência foi registrado e que medidas judiciais serão adotadas para conter o movimento na capital paulista.

A convocação do novo ato gerou forte impasse entre os operadores e a gestão municipal. Segundo representantes dos trabalhadores, um documento entregue pela São Paulo Transporte aos funcionários não respondeu aos questionamentos levantados durante a greve anterior. Os motoristas alegam que haviam recebido garantias informais de que não sofreriam represálias ou perseguições por participarem do ato de segunda-feira.

Na última segunda-feira, uma paralisação de quase dez horas afetou dezenas de linhas do lote D10, impactando mais de 260 mil passageiros que utilizam o sistema de transporte na região Sul. Para minimizar os transtornos nos terminais, a prefeitura acionou o Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência, normalizando gradativamente a circulação dos coletivos durante a tarde.

Enquanto os motoristas cobram esclarecimentos sobre os depósitos trabalhistas, a prefeitura sustenta que todas as obrigações financeiras e direitos trabalhistas estão sendo devidamente cumpridos. A gestão municipal esclareceu que os valores referentes ao INSS e ao FGTS estão sendo depositados integralmente em juízo pela SPTrans, aguardando deliberação definitiva do Poder Judiciário.

Sobre os benefícios de saúde, a prefeitura pontuou que um processo licitatório está em andamento para a contratação de um novo fornecedor, sendo repassado provisoriamente um valor de compensação previsto em acordo coletivo. A administração também reforçou que o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo não apoia a paralisação e que os profissionais que abandonaram os postos de trabalho terão o dia descontado.

O Sindicato informou que não recebeu comunicação prévia sobre a nova paralisação. A Prefeitura de São Paulo destacou ainda que a convocação descumpre a exigência legal de aviso prévio de 72 horas para a suspensão de serviços essenciais, mantendo o impasse sobre a regularidade das operações nas linhas geridas sob intervenção municipal.

Fontes consultadas

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