Pular para o conteúdo
Política

Prefeitura de Campo Grande veta projetos voltados a aposentados e educadores

Medidas rejeitadas pelo Executivo municipal incluíam equiparação para aposentadoria especial e criação de programa de valorização.

Por 2 min de leitura

Prefeitura de Campo Grande veta projetos voltados a aposentados e educadores
Prefeitura de Campo Grande veta projetos voltados a aposentados e educadores

A Prefeitura de Campo Grande vetou uma série de projetos aprovados pela Câmara Municipal que beneficiavam servidores aposentados e profissionais da educação, conforme edição extra do Diário Oficial do Município publicada nesta quarta-feira (14). O pacote de vetos atinge propostas nas áreas previdenciária, administrativa e de valorização do funcionalismo público.

O principal ponto de atrito envolve o veto total ao projeto de lei complementar que buscava equiparar os especialistas em educação aos professores para fins de concessão de aposentadoria diferenciada. A administração municipal argumentou que o pertencimento à carreira do magistério não assegura automaticamente o mesmo tratamento previdenciário e apontou vício de iniciativa, além de citar jurisprudências do Supremo Tribunal Federal contrárias à extensão do benefício a essa categoria.

Outro projeto vetado pelo Executivo foi o que propunha a realização de eleições diretas para a escolha dos representantes dos aposentados nos conselhos Deliberativo e Fiscal do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG). Atualmente, tais indicações são feitas pela diretoria do instituto e por entidades sindicais. A prefeitura alegou que a proposta interfere na organização de autarquia municipal sem competência legal por parte do Legislativo e que o órgão previdenciário não disporia de estrutura para conduzir o pleito.

A gestão municipal também barrou a criação do Programa Municipal de Valorização e Garantia de Dignidade ao Servidor Aposentado e Pensionista. A iniciativa previa a criação de núcleos específicos de atendimento, concessão de reajustes anuais e novos auxílios, além da instituição de um fundo público financiado pela venda de bens municipais. O Executivo justificou a decisão apontando ausência de estimativa de impacto financeiro e ilegalidades na criação de despesas e fundos por iniciativa parlamentar.

Com a publicação dos vetos, todas as matérias retornam para a Câmara Municipal de Campo Grande. Cabe agora aos vereadores analisar os argumentos apresentados pela prefeitura e decidir se mantêm os vetos ou se derrubam as decisões do Poder Executivo para tentar promulgar as leis.

O tema da previdência e dos direitos dos servidores municipais ganha destaque em meio a debates mais amplos sobre o funcionalismo e as regras de aposentadoria especial em âmbito nacional, onde divergências jurídicas e orçamentárias continuam a marcar a relação entre os poderes executivos e legislativos.

Fontes consultadas

Leia também