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Esportes

Presidente da Fifa pede desculpas por plano de comercializar a Copa

Gianni Infantino admitiu falhas na condução de projeto com investidores privados, mas dirigentes europeus cobram sua saída.

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Presidente da Fifa pede desculpas por plano de comercializar a Copa
Presidente da Fifa pede desculpas por plano de comercializar a Copa

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu desculpas formais durante uma reunião do conselho da entidade realizada nesta quinta-feira em Zurique, na Suíça, após a forte repercussão negativa em torno de um projeto que previa a criação de uma subsidiária comercial para gerir competições, incluindo a Copa do Mundo. A iniciativa envolvia a venda de uma participação minoritária a fundos privados.

Apesar da retratação do mandatário, lideranças do futebol europeu avaliaram que as explicações foram insuficientes e mantiveram as críticas severas à sua gestão. A proposta, avaliada inicialmente em bilhões de dólares, pretendia ceder parte das receitas dos torneios da entidade, gerando forte resistência por parte da Uefa, da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol.

Debbie Hewitt, presidente da Federação Inglesa de Futebol e vice-presidente da Fifa, expressou profundo descontentamento com o encontro e afirmou que os participantes não obtiveram respostas para os questionamentos específicos apresentados. Segundo ela, o dirigente foi instado a esclarecer os motivos pelos quais a documentação do projeto não foi compartilhada.

Para a dirigente britânica, a postura adotada durante a reunião demonstra falta de condições para liderar a instituição. Ela declarou que, caso as perguntas não sejam respondidas de maneira adequada, o atual presidente não estará apto para permanecer no cargo.

O presidente da Federação Alemã, Bernd Neuendorf, corroborou as críticas e avaliou que o pedido de desculpas esteve estritamente relacionado à ausência de consulta prévia ao conselho sobre a iniciativa, e não ao conteúdo comercial em si. Para o dirigente alemão, a confiança na liderança atual foi abalada, exigindo novos rumos para a organização do futebol mundial.

Em contrapartida, nem todos os membros do conselho compartilham do mesmo nível de oposição. O presidente da Federação Mauritana, Ahmed Yahya, ponderou que a intenção por trás da proposta visava beneficiar o esporte, argumentando que o principal problema esteve na metodologia e no caminho escolhido para a sua implementação.

O desgaste político em torno do comando da entidade ocorre em um momento de articulações nos bastidores para a sucessão presidencial, com nomes como o de Arsène Wenger surgindo como alternativas de oposição para o pleito previsto no congresso da organização, marcado para março de 2027, no Marrocos.

Fontes consultadas

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