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Presidente de El Salvador detalha plano de soltura para colaboradores de gangues

Nayib Bukele afirmou que cerca de 10 mil suspeitos que auxiliaram organizações criminosas poderão integrar um programa de liberação antecipada, mas ressaltou que membros efetivos permanecerão presos.

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Presidente de El Salvador detalha plano de soltura para colaboradores de gangues
Presidente de El Salvador detalha plano de soltura para colaboradores de gangues

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, esclareceu que as possíveis soltura antecipadas previstas em seu plano de segurança abrangerão exclusivamente cerca de 10 mil suspeitos acusados de colaborar ocasionalmente com grupos criminosos, sem incluir membros formais das facções. Durante coletiva de imprensa realizada na última terça-feira com a presença da presidente da Costa Rica, Laura Fernández, o mandatário salvadorenho detalhou que a medida poderá beneficiar aproximadamente metade dos detidos que prestaram algum tipo de auxílio secundário à criminalidade.

Desde a decretação do estado de emergência no país centro-americano em 2022, mais de 90 mil supostos membros de gangues foram arrestados pelas autoridades. Em resposta a um pedido de esclarecimento da agência de notícias AFP, Bukele reiterou na última sexta-feira que a revisão de casos contemplará apenas indivíduos identificados como associados eventuais, e enfatizou que nenhum integrante de gangue será colocado em liberdade.

A política de segurança rigorosa implementada pela administração salvadorenha conseguiu derrubar os índices de criminalidade para patamares historicamente baixos. No entanto, a estratégia tem sido alvo de denúncias por parte de organizações de direitos humanos, que apontam abusos estatais, incluindo detenções arbitrárias, episódios de tortura e centenas de mortes sob custódia do Estado, conforme levantamento divulgado pela Anistia Internacional.

Em paralelo aos desdobramentos na segurança interna, a situação dos salvadorenhos no exterior também atrai atenção internacional, especialmente nos Estados Unidos. Milhares de imigrantes que residem em território norte-americano há décadas sob o programa de Status de Proteção Temporária (TPS) enfrentam incertezas jurídicas diante de políticas restritivas de imigração e de disputas em cortes federais.

O impacto econômico de eventuais deportações ou do encerramento dessas proteções pode ser expressivo para a economia de El Salvador. No ano passado, os envios de remessas financeiras realizados por salvadorenhos nos Estados Unidos alcançaram a marca de 9,9 bilhões de dólares, montante que representa quase um quarto do produto interno bruto da nação centro-americana, segundo dados do banco central local.

Enquanto isso, especialistas em meio ambiente alertam para outras frentes de vulnerabilidade que afetam o país, incluindo o impacto das mudanças climáticas sobre praias de interesse turístico e econômico. Um estudo recente publicado na revista científica Climatic Change apontou que picos de surfe mundialmente conhecidos, como o de Oriente Salvaje, enfrentam sérios riscos devido ao aumento do nível do mar e às modificações na costa.

As autoridades locais continuam a gerir os desafios decorrentes da transição na segurança pública e das relações diplomáticas e migratórias com parceiros internacionais, enquanto buscam consolidar os avanços obtidos no combate à criminalidade organizada nos últimos anos.

Fontes consultadas

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