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Governo dos EUA revoga mais de 300 mil vistos em ofensiva migratória

A administração de Donald Trump intensificou o controle de fronteiras e endureceu regras para solicitantes de vistos e imigrantes.

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Governo dos EUA revoga mais de 300 mil vistos em ofensiva migratória
Governo dos EUA revoga mais de 300 mil vistos em ofensiva migratória

A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter revogado mais de 300 mil vistos durante seu atual mandato, marcando uma aceleração sem precedentes na política de restrição migratória do país. O balanço foi divulgado pelo Departamento de Estado por meio de seu porta-voz, Tommy Pigott, que destacou a adoção de uma política de tolerância zero contra estrangeiros acusados de violar leis, cometer fraudes ou apresentar riscos à segurança nacional.

A marca histórica representa um salto considerável em relação aos dados divulgados anteriormente pela própria pasta. Em meados de agosto, o total de documentos cassados desde o início do mandato em janeiro de 2025 ultrapassava a marca de 175 mil. Até o momento, as autoridades americanas não detalharam as nacionalidades predominantes nem as categorias específicas de visto mais afetadas por essa nova leva de cancelamentos.

A ofensiva migratória também tem impactado processos legais e regras de permanência para diversas categorias. Desde o final de julho, o governo tornou permanente um programa de fiança que exige depósitos de até US$ 20 mil para solicitantes de vistos de turismo e negócios procedentes de cerca de 50 países, com forte incidência sobre nações africanas, como medida para coibir a permanência ilegal em solo americano.

No âmbito dos vistos de trabalho e estudo, novas exigências vêm alterando o planejamento de profissionais e estudantes internacionais. O visto H-1B, destinado a ocupações especializadas, passou a adotar um sistema de seleção ponderado por níveis salariais que favorece remunerações mais altas, além de propostas para elevar significativamente taxas e custos operacionais para as empresas patrocinadoras.

A fiscalização da presença digital dos solicitantes também foi ampliada. Desde o final do ano passado, a checagem rigorosa de perfis em redes sociais passou a abranger novas categorias profissionais, como jornalistas estrangeiros e trabalhadores sob o acordo TN, exigindo contas públicas para análise consular e gerando debates sobre o respeito à privacidade.

Enquanto defensores de direitos humanos criticam as medidas, argumentando que o endurecimento das regras e o uso da justificativa de segurança nacional afetam o devido processo legal e atingem manifestantes e críticos políticos, a administração defende que as ações são estritamente necessárias para garantir a soberania e a segurança interna dos Estados Unidos.

Fontes consultadas

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