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Primeira aeronave Archange de espionagem chega a base aérea francesa

O novo avião de guerra eletrônica e inteligência de sinais da Força Aérea Francesa passou por etapas de avaliação operacional na Normandia.

Por 2 min de leitura

Primeira aeronave Archange de espionagem chega a base aérea francesa
Primeira aeronave Archange de espionagem chega a base aérea francesa

A primeira aeronave Archange de inteligência de sinais e guerra eletrônica pousou em outubro na Base Aérea 105, situada em Évreux, na França. O equipamento militar chegou ao local para participar de testes e avaliações operacionais antes de sua futura entrada oficial em serviço, conforme divulgado pelas autoridades militares francesas.

O modelo, baseado no jato executivo Falcon 8X da Dassault Aviation, tem o objetivo de preencher a lacuna deixada pela aposentadoria antecipada das antigas aeronaves Transall C-160G Gabriel, ocorrida em maio de 2022. O programa prevê a entrega de um total de três aeronaves até o ano de 2030 para fortalecer as capacidades de defesa do país.

A aeronave que chegou a Évreux ostenta as cores e insígnias do Esquadrão Eletrônico Aeroportado 5/64 Dunkerque, unidade que será encarregada de operar os novos equipamentos. A Força Aérea e Espacial Francesa destacou que o sistema atuará como um futuro pilar de inteligência de origem eletromagnética, auxiliando na proteção das forças e no planejamento estratégico.

O desenvolvimento do projeto enfrentou alguns atrasos devido a desafios na integração de compartimentos de computação eletrônica em um espaço de aeronave limitado. A modificação da fuselagem, testes de voo e certificações ficaram a cargo da Dassault Aviation, enquanto os sistemas de missão e sensores de guerra eletrônica foram desenvolvidos pela Thales.

O sistema integrado, conhecido como Capacidade Universal de Guerra Eletrônica, utiliza tecnologias avançadas como inteligência artificial para o processamento automatizado de dados e antenas de multipolarização. O conjunto de sensores é capaz de detectar e analisar simultaneamente emissões de radar e sinais de comunicação de forma avançada.

Enquanto a frota definitiva não entra em operação total, a França tem utilizado soluções provisórias e complementares para monitoramento, incluindo aeronaves alugadas e satélites dedicados à inteligência eletromagnética espacial. Com a chegada da nova plataforma a Évreux, o comando militar avança nos preparativos para retomar integralmente suas capacidades estratégicas de inteligência aérea.

Fontes consultadas

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