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Economia

Programas de milhas aéreas ganham espaço estratégico para empresas

Com resgates mais caros e novas regras, empresários passam a calcular o custo de cada emissão antes de voar.

Por 2 min de leitura

Programas de milhas aéreas ganham espaço estratégico para empresas
Programas de milhas aéreas ganham espaço estratégico para empresas

Os programas de milhas aéreas têm se tornado fundamentais para otimizar experiências de viagem e fidelizar clientes, permitindo que passageiros acumulem pontos com base em distâncias voadas, gastos em passagens e parcerias. No entanto, o mercado tem passado por transformações profundas que alteram a forma como esses pontos são utilizados, especialmente pelo público corporativo e por empresários que voam frequentemente.

Segundo especialistas no setor, grande parte dos empreendedores que viaja regularmente está deixando de usar milhas por mero hábito. Em vez de transferir pontos e emitir a primeira passagem disponível, esses viajantes passaram a calcular o custo de cada emissão antes de decidir a forma de pagamento, avaliando se o uso de milhas compensa em relação aos bilhetes pagos em dinheiro.

A mudança ocorre em um cenário de alta movimentação no mercado de fidelidade. No primeiro trimestre de 2026, os programas brasileiros emitiram 299,3 bilhões de pontos e milhas, faturando R$ 6,3 bilhões, o que representou uma alta de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Paralelamente, a taxa de pontos que vencem sem uso caiu para 11,1%, o menor índice histórico registrado pela Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização.

Apesar do volume recorde, resgatar passagens ficou mais caro e menos previsível. Programas como o LATAM Pass adotaram precificação dinâmica sem teto de resgate, enquanto reajustes em tabelas de parceiros e alterações em bônus de cartões de crédito elevaram o custo implícito para quem acumula sem planejamento estratégico. Além disso, a quebra de empresas intermediárias no passado recente abalou a confiança de parte dos consumidores, tornando a segurança das operações um fator crítico.

Para os empresários, o impacto dessas variações é sentido mais rapidamente devido à alta frequência de voos, à necessidade de acomodar comitivas de sócios e familiares, e à diversidade de destinos corporativos e de lazer. A escolha inadequada de um programa ou o resgate em datas de alta demanda pode gerar prejuízos acumulados expressivos ao longo de dezenas de voos realizados anualmente.

Diante desse cenário complexo, consultorias especializadas e serviços de gestão de milhas ganharam espaço no mercado, oferecendo suporte financeiro e logístico para maximizar o retorno dos pontos acumulados. Para quem acumula em grande volume, a recomendação dos especialistas é tratar cada milha como um ativo financeiro, avaliando criteriosamente o custo do milheiro, as taxas de embarque e a disponibilidade real de assentos antes de fechar qualquer viagem.

Fontes consultadas

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