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Mundo

Protestos globais por moradia e custo de vida ganham força

Manifestações inspiradas pela geração Z e focadas em crises econômicas ocorrem em diferentes países.

Por 2 min de leitura

Protestos globais por moradia e custo de vida ganham força
Protestos globais por moradia e custo de vida ganham força

Manifestações por direitos à habitação, educação e contra o aumento do custo de vida marcaram diferentes cidades ao redor do mundo, reunindo milhares de cidadãos em protestos que frequentemente resultaram em confrontos com as forças de segurança. As mobilizações recentes evidenciam a insatisfação popular com a precarização dos serviços básicos e a alta nos preços.

Em Portugal, uma manifestação pelo direito à habitação realizada na Praça da Batalha, no Porto, contou com a participação de cidadãos que reivindicaram melhores condições para as famílias e para os jovens. Durante o ato, uma manifestante relatou à imprensa local a dificuldade enfrentada por seus filhos com o pagamento de aluguéis elevados.

Na França, confrontos entre manifestantes e policiais ocorreram na Praça da República, em Paris, antes de um protesto contra o elevado custo de vida. A polícia recorreu ao uso de gás lacrimogêneo para dispersar centenas de pessoas, muitas delas encapuzadas, enquanto manifestantes arremessavam petardos. No sul do país, dezenas de pessoas chegaram a invadir o átrio da Câmara Municipal de Marselha.

Protestos semelhantes também foram registrados em outras regiões, integrando uma onda global de mobilizações que contam com forte presença da geração Z. Segundo especialistas, jovens nascidos entre o final da década de 1990 e o início da década de 2010 têm utilizado redes sociais como TikTok, Instagram, Telegram e WhatsApp para catalisar reivindicações e acompanhar em tempo real atos realizados em outros países.

Na Espanha, a crise habitacional motivou protestos massivos recentemente, impulsionados pela repercussão do despejo de uma idosa de 87 anos. Já na Índia, estudantes e candidatos a concursos públicos adotaram o uso de memes, sátiras e fantasias sob o movimento conhecido como 'Baratas' para protestar contra vazamentos de exames e denúncias de corrupção, exigindo mudanças institucionais.

Na Albânia, manifestações estudantis que inicialmente cobravam melhorias na educação pública transformaram-se em atos antigovernamentais contra a corrupção, os custos elevados do ensino e um projeto de resort de luxo. Os atos na capital Tirana tornaram-se violentos, com o lançamento de pedras contra policiais e incêndios em prédios públicos, gerando forte resposta das autoridades.

Enquanto isso, no Chile, organizações estudantis e comunidades indígenas marcharam contra cortes no orçamento da educação e em defesa de direitos territoriais. A tensão no país permanece elevada com a proximidade de novas datas comemorativas de mobilizações sociais anteriores, demonstrando o descontentamento generalizado com as condições socioeconômicas atuais.

Fontes consultadas

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