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Política

PSD pode integrar base aliada do quarto mandato de Lula

Presidente do partido, Gilberto Kassab afirmou que a legenda foi procurada pelo governo e que uma relação mais profunda depende de sinalizações econômicas ao centro.

Por 2 min de leitura

PSD pode integrar base aliada do quarto mandato de Lula
PSD pode integrar base aliada do quarto mandato de Lula

Após o encerramento da disputa eleitoral que garantiu o quarto mandato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido Social Democrático (PSD) passou a ser cogitado como um dos principais pilares para a reconstrução da base aliada no Congresso Nacional. Em entrevista recente, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, confirmou que o governo já buscou aproximação e indicou a possibilidade de uma aliança mais profunda a partir de 2027.

Durante o pleito recente, o PSD adotou neutralidade no segundo turno após partidos do Centrão declararem apoio à candidatura adversária. Embora tenha mantido três ministérios ao longo da gestão anterior — Agricultura, Minas e Energia e Pesca —, a legenda evitou formalizar adesão integral ao governo. Segundo Kassab, a consolidação de uma parceria mais sólida exigirá do Palácio do Planalto gestos concretos e a presença de nomes voltados ao equilíbrio fiscal na equipe econômica.

O cenário político que aguarda o presidente reeleito é marcado por um Parlamento de perfil majoritariamente conservador e de oposição fortalecida. O Partido Liberal (PL), por exemplo, terá bancadas expressivas tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. Diante desse panorama de fragmentação, a articulação com siglas de centro como o PSD, MDB, União Brasil e Republicanos torna-se indispensável para a construção de maiorias em votações cruciais.

Além dos desafios no Poder Legislativo, o governo precisará conciliar promessas de campanha com o rigor fiscal. Relatórios de agências de classificação de risco apontam que a estabilização da dívida pública e o controle das despesas obrigatórias serão prioridades inadiáveis. O Executivo terá de lidar com um Orçamento altamente engessado e com a necessidade de obter apoio parlamentar para avançar em pautas sociais, investimentos públicos e reformas estruturais.

Apesar de ter eleito cinco governadores, o PSD também amargou derrotas estratégicas em colégios eleitorais importantes e viu sua representatividade encolher no Senado Federal. Mesmo assim, a força política de suas lideranças regionais mantém o partido em posição de destaque nas negociações para as mesas diretoras da Câmara e do Senado, disputadas no início da nova legislatura.

Para o próximo ciclo administrativo, a capacidade de diálogo entre o Palácio do Planalto e as legendas centristas servirá de termômetro para a governabilidade. Enquanto a oposição promete endurecer a fiscalização sobre as contas públicas e pautas institucionais, a base governista tenta costurar acordos para garantir estabilidade e evitar impasses duraderos na aprovação de projetos prioritários para o país.

Fontes consultadas

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