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Política

Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

Pesquisa mostra disputa acirrada e indica que a redução da alienação eleitoral pode ser o fator decisivo para a vitória na reta final.

Por 2 min de leitura

Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno
Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno

A disputa pela Presidência da República no segundo turno apresenta um cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). É o que aponta a pesquisa da Quaest divulgada nesta quarta-feira, que coloca o candidato do PL com 45% das intenções de voto contra 44% do atual chefe do Executivo.

O levantamento, realizado com 2.154 pessoas entre os dias 17 e 20 de outubro e registrado no Tribunal Superior Eleitoral, revela que a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na modalidade espontânea, ambos aparecem empatados com 40% das intenções de voto cada, enquanto os indecisos subiram para 14%.

Segundo Felipe Nunes, diretor e CEO da Quaest, o equilíbrio na disputa é sustentado principalmente pelo eleitorado que não votou no primeiro turno ou que optou por anular ou votar em branco. No primeiro turno do pleito, mais de 33 milhões de eleitores deixaram de comparecer às urnas, ao passo que quase seis milhões não escolheram nenhum dos candidatos disponíveis.

Para reverter o quadro e garantir a vitória, a campanha petista precisa repetir a estratégia de mobilização adotada em 2014, quando Dilma Rousseff conseguiu uma virada sobre Aécio Neves. Naquela ocasião, a redução da alienação eleitoral entre o primeiro e o segundo turno superou um ponto percentual, movimento considerado determinante para o resultado final.

O especialista compara o cenário com o verificado em 2022, quando a queda na abstenção e nos votos nulos e brancos foi de apenas 0,21% e o então presidente Jair Bolsonaro não conseguiu reverter a desvantagem. "Se o nível da alienação eleitoral esperado para este ano for próximo ao de 2014, na mudança entre o primeiro e o segundo turno, há chance, sim, de o Lula fazer essa virada", afirmou Nunes.

Enquanto os institutos monitoram o comportamento dos eleitores ausentes, aliados políticos demonstram otimismo com a reta final da campanha. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, declarou publicamente que acredita na virada de Lula e destacou a necessidade de os candidatos manterem a transparência sobre suas trajetórias públicas.

A definição da eleição dependerá diretamente do comportamento desse grupo de eleitores no próximo domingo, data marcada para a realização do segundo turno. A Quaest destaca que, caso a taxa de abstenção permaneça alta e próxima ao patamar histórico de 20%, a vantagem de Flávio Bolsonaro tende a se consolidar na votação decisiva.

Fontes consultadas

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