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Tecnologia

Remake de Zelda: Ocarina of Time é emulado no PC antes do lançamento oficial

Apesar do desempenho instável, a comunidade de hackers conseguiu rodar o título do novo console da Nintendo em computadores de mesa.

Por 3 min de leitura

Remake de Zelda: Ocarina of Time é emulado no PC antes do lançamento oficial
Remake de Zelda: Ocarina of Time é emulado no PC antes do lançamento oficial

O aguardado remake de Zelda: Ocarina of Time, que tem lançamento oficial previsto para esta terça-feira (5), já pode ser visto rodando em computadores de mesa. Imagens compartilhadas por usuários nas redes sociais demonstram o jogo em execução através do emulador Lichii, desenvolvido para o novo console da Nintendo.

Apesar da conquista técnica por parte da comunidade de hackers, a experiência de jogo no PC ainda está longe de ser considerada ideal. Relatos indicam que o título apresenta engasgos frequentes e uma taxa de quadros por segundo (fps) bastante instável, oscilando entre 20 e 60 fps. Além disso, problemas na renderização gráfica deixam as cores desbotadas, dificultando a visualização do protagonista Link em diversos momentos da jogatina.

Em contrapartida, a emulação do áudio tem surpreendido pela qualidade, com a trilha sonora original sendo reproduzida sem interrupções. O progresso na comunidade de homebrew tem sido acelerado, impulsionado por uma vulnerabilidade no sistema de arquivos do console, identificada como ns2jb. Embora um exploit completo do kernel ainda não tenha sido alcançado, essa falha permite que hackers modifiquem títulos da geração atual e extraiam cópias de jogos.

O emulador Lichii possui raízes em projetos anteriores, como o Yuzu, que foi fundamental para a disseminação de pirataria na geração passada de consoles da Nintendo. Além de Zelda, outros títulos de peso da empresa, como Mario Kart World e Donkey Kong Bananza, também já se tornaram acessíveis em plataformas não oficiais, sinalizando um desafio crescente para a fabricante japonesa na proteção de sua propriedade intelectual.

A situação foi agravada pelo vazamento antecipado de cópias físicas do jogo, que chegaram às mãos de alguns consumidores antes da data oficial devido a falhas na logística de distribuição de certas lojas. Esse cenário de pré-lançamento é considerado um período crítico para a geração de receita da empresa, que vê seus esforços de segurança serem testados mesmo antes da chegada do produto ao mercado global.

Em resposta às ameaças de segurança, a Nintendo tem adotado medidas discretas para conter o avanço do jailbreak. A empresa removeu o título SmileBASIC 4 de sua loja digital, por ter servido como porta de entrada para o exploit, e circulam rumores de que cartuchos do jogo Civilization 7 estariam sendo recolhidos das prateleiras, já que o título teria dado origem a uma vulnerabilidade de acesso ao espaço do usuário conhecida como CivSwitch.

Até que o desempenho no PC seja otimizado, a instabilidade técnica deve manter a maioria dos jogadores fiéis à experiência no hardware original. A Nintendo segue monitorando as brechas de segurança enquanto tenta proteger o lançamento de um de seus títulos mais icônicos, que, apesar das controvérsias, continua registrando números expressivos de pré-venda.

Fontes consultadas

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