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Política

Roberta Luchsinger anuncia delação e critica Lula

Em entrevista à CNN Brasil, a lobista investigada pela Polícia Federal afirmou que não poupará o presidente nem seu filho em um eventual acordo.

Por 2 min de leitura

Roberta Luchsinger anuncia delação e critica Lula
Roberta Luchsinger anuncia delação e critica Lula

A empresária e lobista Roberta Luchsinger declarou em entrevista à CNN Brasil, veiculada neste sábado (17/10), que pretende firmar um acordo de delação premiada e que não poupará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem o filho dele, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Roberta é um dos alvos da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal, que investiga um esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As apurações também envolvem suspeitas de tráfico de influência junto ao governo federal.

Durante a entrevista aos jornalistas Iuri Pitta e Débora Bergamasco, a empresária criticou duramente o presidente da República. Ela classificou a postura de Lula como canalha, covarde e de mau-caráter, após ter sido chamada de pilantra pelo petista em declarações anteriores concedidas à TV Globo e ao Flow Podcast.

Segundo a lobista, as falas do chefe do Executivo em rede nacional teriam motivado uma série de ameaças contra ela e sua família. Ela afirmou receber dezenas de ameaças de morte diariamente e que as redes sociais de suas filhas foram invadidas por mensagens violentas, responsabilizando o presidente pelo clima de hostilidade.

A decisão de conceder a entrevista, conforme explicou, deu-se pela necessidade de expor sua defesa pública diante do que chamou de tentativa de transformá-la em um boi de piranha. A investigada afirmou possuir detalhes adicionais que ainda não constam nas mensagens de WhatsApp apreendidas pelas autoridades.

Em resposta às acusações, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República informou que o presidente Lula desconhece os fatos relatados pela empresária. O Planalto afirmou que o mandatário jamais manteve interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimento de supostas tratativas.

O governo também classificou como estranha a divulgação de tais declarações justamente às vésperas do segundo turno eleitoral. Para o Palácio do Planalto, a repetição desse tipo de expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores.

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