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Economia

Rússia enviará primeiro carregamento de diesel aos EUA

A medida ocorre após acordo entre os governos norte-americano e russo para tentar conter a alta nos preços de energia.

Por 2 min de leitura

Rússia enviará primeiro carregamento de diesel aos EUA
Rússia enviará primeiro carregamento de diesel aos EUA

A Rússia enviará nesta quinta-feira seu primeiro navio-tanque carregado com diesel para os Estados Unidos, conforme informou o vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak. A embarcação transportará 40 mil toneladas métricas do combustível, marcando o início prático de um acordo firmado entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder russo, Vladimir Putin.

O entendimento entre as duas potências prevê o fornecimento inicial de mais de 300 mil toneladas métricas de diesel aos mercados globais e norte-americano, seguido por novas remessas nos meses seguintes. A Casa Branca busca alternativas para baixar os custos de energia no mercado interno, em um cenário de forte pressão sobre os combustíveis que tem gerado preocupações econômicas e políticas para o governo norte-americano.

Para viabilizar a operação, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma autorização especial para transações relacionadas à venda, entrega e importação do diesel russo até abril de 2027. Contudo, o órgão ressaltou que as demais sanções econômicas aplicadas a Moscou continuam em pleno vigor.

Do lado russo, a retomada das exportações ocorre após meses de restrições impostas internamente para conter o desabastecimento provocado por ataques de drones ucranianos a refinarias locais. Vladimir Putin afirmou que a medida ajudará a estabilizar o mercado e mencionou que os preços globais do diesel registraram queda após o anúncio da cooperação.

Apesar do acordo comercial, a decisão gerou forte reações negativas na Ucrânia e entre aliados europeus. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, condenou o entendimento e classificou a situação como uma forma de direcionar recursos financeiros diretamente para o esforço de guerra russo, enfraquecendo as sanções internacionais.

Analistas do setor energético mantêm ceticismo quanto ao impacto real da medida na economia global. Especialistas apontam que os volumes negociados representam uma parcela modesta da demanda diária e funcionam mais como um alívio temporário do que como uma solução estrutural para a escassez de combustíveis.

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