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Brasil

Sargento que matou conselheira tutelar é indiciado em Minas Gerais

O policial militar foi formalmente acusado pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica após confessar o assassinato.

Por 2 min de leitura

Sargento que matou conselheira tutelar é indiciado em Minas Gerais
Sargento que matou conselheira tutelar é indiciado em Minas Gerais

O sargento da Polícia Militar José Sérgio de Oliveira foi indiciado pela Polícia Civil de Minas Gerais sob as acusações de feminicídio, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O caso ocorreu no município de Jacuí, situado no Sul de Minas, e envolve a morte da conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos.

O militar encontra-se preso preventivamente desde o final do mês de agosto, após ter se apresentado voluntariamente em uma delegacia acompanhado por três advogados. Na ocasião da entrega, o sargento confessou ter cometido o crime e indicou às autoridades o local exato onde o corpo havia sido enterrado em uma zona rural isolada da região.

De acordo com as investigações, a vítima era uma mulher trans e mantinha um relacionamento amoroso às escondidas com o militar. O desaparecimento de Maryna ocorreu em 21 de agosto, mobilizando familiares e amigos que denunciaram o sumiço às autoridades competentes antes da descoberta do corpo quatro dias depois.

Em sua defesa, o sargento sustenta que agiu sob o argumento de legítima defesa. O policial relatou que procurou a conselheira para conversar após ela supostamente ameaçar expor o relacionamento secreto para sua esposa, para a população local e para a corporação policial, momento em que os dois seguiram para uma área isolada na caminhonete dele.

Segundo o relato do suspeito apresentado durante as investigações, a vítima teria se exaltado durante a conversa no interior do veículo, pegado uma faca e tentado desferir golpes contra ele, atingindo o banco traseiro. O militar afirmou ter efetuado disparos na sequência, mas o laudo pericial constatou que a vítima foi atingida por seis tiros na região da cabeça.

A versão apresentada pelo suspeito foi questionada pelas autoridades policiais logo após a prisão. Em declarações anteriores, o delegado responsável apontou que a dinâmica relatada e o número de disparos na cabeça não condiziam com a tese de legítima defesa, ressaltando ainda a ausência de lesões aparentes no corpo do militar que justificassem uma reação daquela intensidade.

Após a conclusão dos procedimentos iniciais e o indiciamento formal, o inquérito policial foi devidamente encaminhado ao Ministério Público do Estado de Minas Gerais. A Prefeitura de Jacuí publicou nota oficial de pesar lamentando o falecimento da conselheira tutelar e prestando solidariedade aos familiares e amigos da vítima.

Fontes consultadas

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