Secretário de Defesa dos EUA defende execução pública por fuzilamento
A medida anunciada para o caso de Nidal Hasan gerou debates e críticas sobre a transparência e as regras para execuções militares no país.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou recentemente que deseja que a execução do major do exército condenado Nidal Hasan seja aberta ao público, em um movimento que pode marcar um precedente inédito no país em décadas. Hasan foi condenado por matar 13 pessoas e ferir mais de 30 em um ataque armado ocorrido em 2009 na base de Fort Hood, no Texas. A execução foi aprovada pelo presidente Donald Trump e agendada pelo Exército para o dia 3 de dezembro, às 13h, na mesma base militar onde o crime foi cometido.
Segundo Hegseth, soldados armados com fuzis farão parte do pelotão de fuzilamento e a ideia é assegurar que as pessoas possam assistir ao ato, ressaltando que há consequências sérias para esse tipo de conduta. Inicialmente, o termo público gerou dúvidas se haveria permissão para o público geral comparecer presencialmente. O Pentágono esclareceu posteriormente que a execução será transmitida ao vivo pela internet, embora detalhes específicos sobre a plataforma de exibição ainda não tenham sido divulgados.
A proposta recebeu críticas de figuras políticas, como o senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte. Tillis argumentou que, embora o réu deva enfrentar a pena capital, tornar o ato público e transmiti-lo é inaceitável e comparável a práticas de ditaduras opressivas. Especialistas e regulamentos internos também apontam impasses legais sobre quem pode testemunhar o ato.
John Galligan, um coronel reformado e ex-juiz militar que representou Hasan em questões civis, destacou que o regulamento militar dos Estados Unidos restringe rigorosamente a lista de testemunhas autorizadas para execuções. O conjunto de normas direciona a presença apenas a pessoal militar designado, membros da equipe de execução, advogados, capelães, representantes da família e no mínimo dois profissionais de imprensa selecionados, excluindo explicitamente o público em geral.
As execuções por pelotão de fuzilamento são extremamente raras no cenário moderno dos Estados Unidos. Caso ocorra conforme programado, esta será a primeira pena capital executada pelos militares norte-americanos desde 1961, e a primeira por fuzilamento no âmbito militar desde o fuzilamento do soldado raso Eddie Slovik em 1945, na França, por deserção. Nenhuma execução legal na história recente do país foi transmitida ao vivo de forma pública.
Enquanto os debates sobre a condução da pena militar prosseguem em solo norte-americano, outras notícias envolvendo patentes militares ganharam espaço em diferentes contextos, como um acidente de trânsito em Manaus registrado na avenida Coronel Teixeira e menções a figuras históricas associadas a postos de comando e unidades no país.
Fontes consultadas
- Grave acidente deixa casal ferido e carro destroçado na avenida Coronel Teixeira; veja vídeo cm7brasil.com
- Pete Hegseth pushes for public firing squad execution for Fort Hood shooter yahoo.com
- Flippo fired as squadron commander in '08, colonel says elkodaily.com
- Special-fare train to run from Sacramento to Black history landmark Allensworth travel.yahoo.com