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Economia

Setor de franquias no Brasil oferece opções de baixo investimento para 2027

Com a expansão do regime MEI e alta no faturamento do setor, empreendedores buscam modelos de microfranquias para iniciar o próprio negócio.

Por 3 min de leitura

Setor de franquias no Brasil oferece opções de baixo investimento para 2027
Setor de franquias no Brasil oferece opções de baixo investimento para 2027

O mercado de franquias no Brasil mantém trajetória de crescimento, consolidando-se como uma alternativa para quem deseja empreender. Dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF) indicam que o setor alcançou uma receita de R$ 149 bilhões no primeiro semestre de 2026, representando um aumento nominal de 9,7% em comparação ao mesmo período de 2025. Esse cenário impulsiona a busca por modelos de microfranquias, que permitem o início de operações com investimentos iniciais reduzidos.

Para 2027, o ambiente de negócios deve ser favorecido por mudanças na legislação do Microempreendedor Individual (MEI). O Projeto de Lei Complementar 186/2026 prevê a elevação do teto de faturamento anual para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Essa atualização amplia as possibilidades para que microempreendedores operem redes que exigem estruturas mais enxutas, mantendo a simplificação fiscal e tributária característica do regime.

A variedade de opções disponíveis no mercado abrange diversos segmentos, como serviços contábeis, seguros, alimentação, limpeza e varejo. Redes como a NTW Contabilidade, por exemplo, oferecem modelos de entrada a partir de R$ 12,9 mil, enquanto a Avantar, focada em seguros e consórcios, possui modelos com investimento inicial a partir de R$ 35 mil. No setor de revestimentos, a Decor Colors apresenta opções home based a partir de R$ 15 mil.

Apesar da atratividade dos valores iniciais, especialistas recomendam cautela na análise das propostas. O advogado Ralph Fontes, especialista em direito do franchising, ressalta que o candidato deve aplicar o mesmo rigor de análise a uma microfranquia que aplicaria a um negócio de grande porte. É fundamental avaliar se a rede possui experiência comprovada, suporte consistente e um modelo financeiro sustentável a longo prazo, considerando custos adicionais como capital de giro e despesas de marketing.

A leitura atenta da Circular de Oferta de Franquia (COF) é um passo obrigatório antes de qualquer compromisso financeiro. O documento deve detalhar as condições comerciais, jurídicas e financeiras da rede. Além disso, a legislação exige que a COF seja entregue ao candidato com, no mínimo, dez dias de antecedência à assinatura de qualquer contrato ou pagamento de taxas. Conversar com franqueados atuais e ex-franqueados é uma prática recomendada para validar as informações apresentadas pela marca.

No caso específico de quem pretende atuar como MEI, o consultor do Sebrae-SP, Samuel Souza, orienta verificar se a ocupação da rede está entre as permitidas pelo regime e se a franqueadora autoriza expressamente essa formalização em contrato. Algumas redes, mesmo com faturamento compatível, exigem que o franqueado se constitua como microempresa, o que torna a análise do contrato um elemento decisivo para o sucesso da operação.

A escolha de uma franquia deve ir além do valor de investimento inicial. Fatores como a qualidade do suporte, o acesso a tecnologias de gestão, a estratégia de geração de leads e a capacidade de desenvolvimento de uma carteira de clientes são diferenciais que impactam diretamente a rentabilidade. O sucesso no franchising, portanto, é resultado de um planejamento estruturado que considera a viabilidade do negócio no longo prazo e não apenas a oportunidade sazonal.

Fontes consultadas

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