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Shows de Jorge e Mateus no Nordeste geram revolta e pedidos de boicote

Apresentações da dupla sertaneja nos festejos de fim de ano em capitais nordestinas enfrentam resistência popular após posicionamento político do cantor Jorge.

Por 2 min de leitura

Shows de Jorge e Mateus no Nordeste geram revolta e pedidos de boicote
Shows de Jorge e Mateus no Nordeste geram revolta e pedidos de boicote

A confirmação da dupla sertaneja Jorge e Mateus nas programações de Réveillon em Fortaleza e Recife provocou uma onda de críticas e pedidos de boicote nas redes sociais. A reação negativa do público nordestino ganhou força após a circulação de registros em vídeo de um ato político realizado em 20 de outubro, no qual o cantor Jorge declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2026.

Durante o encontro político ocorrido em Nerópolis, em Goiás, que reuniu dezenas de artistas do gênero sertanejo, Jorge fez críticas ao Partido dos Trabalhadores e afirmou publicamente sua posição na disputa eleitoral. "Pode chorar, mas eu não voto no PT", declarou o cantor na ocasião, acrescentando que representava cidadãos cansados e em busca de mudanças.

A repercussão tomou proporções maiores nas plataformas digitais logo após as prefeituras anunciarem as atrações de fim de ano. Em Recife, a programação da Virada foi divulgada em 29 de outubro, incluindo o show da dupla marcado para o dia 27 de dezembro na Praia do Pina. Em Fortaleza, a contratação também gerou questionamentos por parte de internautas e figuras públicas da região.

Nas redes sociais oficiais dos artistas e em perfis de influenciadores, seguidores expressaram indignação com a vinda dos músicos para a região. Críticas apontaram desrespeito ao eleitorado nordestino, que deu ampla vantagem a Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas. Frases como "Nordeste não é quintal de fascista" e pedidos diretos para que a dupla não se apresente nos estados nordestinos dominaram as seções de comentários.

A influenciadora Liah Bracho foi uma das vozes a puxar o coro contra as apresentações públicas financiadas por recursos de gestões municipais. Para ela, a contratação de artistas que manifestaram oposição política frontal à maioria da população local representa uma ofensa aos cidadãos. O debate levantou discussões sobre o papel de eventos públicos e a destinação de verbas para cachês de artistas envolvidos em controvérsias político-partidárias.

Apesar da pressão digital e das cobranças pela retirada da dupla dos eventos festivos, a situação dos shows permanece inalterada. Até o momento, as administrações municipais de Recife e Fortaleza não divulgaram comunicados oficiais sobre modificações nas grades de atrações, mantendo o cronograma divulgado anteriormente.

A assessoria dos artistas e a organização das festividades de virada de ano não emitiram notas oficiais de esclarecimento ou resposta sobre as manifestações contrárias e os pedidos de cancelamento das apresentações públicas.

Fontes consultadas

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