Simone Tebet é cotada para assumir o Ministério da Defesa
Nome da ex-ministra aparece em articulações de bastidores para eventual comando da pasta.
O nome da ex-ministra Simone Tebet figura entre as alternativas avaliadas para ocupar o comando do Ministério da Defesa em uma eventual reconfiguração da Esplanada dos Ministerios. A discussão sobre a sucessão na pasta ocorre em meio aos preparativos para o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e envolve conversas com setores políticos e militares.
A possibilidade de uma mulher assumir o Ministério da Defesa ganhou força nos bastidores do Palácio do Planalto. Desde a criação da pasta em 1999, o cargo foi ocupado exclusivamente por homens. A eventual escolha representaria uma mudança histórica na estrutura de coordenação das Forças Armadas brasileiras.
Além de Simone Tebet, outros nomes são mencionados para suceder o atual ministro José Múcio Monteiro, que já manifestou interesse em deixar o cargo. Entre os cotados estão a atual secretária-geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo, apontada como preferência do atual titular, e a presidente do Superior Tribunal Militar, Maria Elizabeth Rocha.
Nos bastidores políticos, contudo, circulam indicações de que Simone Tebet não teria interesse em retornar ao comando do Ministério do Planalto, mantendo seu nome sob análise para outras funções na administração federal. A decisão final caberá ao presidente Lula, que pretende realizar consultas institucionais para evitar resistências significativas entre os comandos militares.
A definição da nova cúpula da Defesa coincidirá com um período de transição nos comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. A expectativa é que oficiais formados após o encerramento do regime militar em 1985 assumam as chefias das três Forças a partir de janeiro, marcando uma renovação geracional nas instituições.
Paralelamente às discussões sobre a Defesa, a ex-ministra também tem participado de debates econômicos recentes, defendendo a necessidade de medidas de ajuste fiscal que preservem os investimentos em políticas sociais. Segundo Tebet, o equilíbrio das contas públicas pode ser alcançado por meio da revisão de despesas e renúncias fiscais, sem a redução de benefícios essenciais para a população.
Fontes consultadas
- Fim de semana traz festival de curtas, novo single local, festas de Halloween e mais correiodoestado.com.br
- Lula avalia indicar primeira mulher para comandar o Ministério da Defesa acessepolitica.com.br
- Boulos se posiciona contra medidas de ajuste fiscal brasil247.com
- Tática de Janones nas redes sociais cruza fronteiras e inspira campanhas de esquerda na Europa e na Argentina agendadopoder.com.br
- Exército, Marinha e Aeronáutica devem ter novos comandantes a partir de janeiro enfoquems.com.br