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Brasil

Sistema Cantareira registra recuperação, mas restrições persistem

Volume de água nos reservatórios da Grande São Paulo cresce com chuvas acima da média, mas medidas de contenção continuam ativas.

Por 2 min de leitura

Sistema Cantareira registra recuperação, mas restrições persistem
Sistema Cantareira registra recuperação, mas restrições persistem

O Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, apresentou uma melhora expressiva em sua capacidade útil no final de outubro, impulsionado por um volume de chuvas acima da média histórica. Apesar da recuperação dos reservatórios, autoridades estaduais mantêm restrições operacionais na rede de distribuição para garantir a segurança hídrica a longo prazo.

De acordo com dados consolidados até o final de outubro, o sistema atingiu 50,7% de sua capacidade útil de água disponível para captação regular, conforme projeções que contrastam positivamente com os cerca de 20% registrados no final de 2025. Outros dados do Sistema Integrado Metropolitano da Sabesp apontam o volume total dos reservatórios metropolitanos acima da marca de 60%, alcançando especificamente 48,4% no próprio Cantareira no fechamento do mês.

O avanço nos índices ocorreu após meses de precipitações intensas. Em outubro, o volume de chuvas na região do Cantareira alcançou 210 milímetros segundo análises, ou 189,2 milímetros conforme registros complementares, superando amplamente a média histórica esperada para o período. A capital paulista também havia registrado o setembro mais chuvoso dos últimos 32 anos, ajudando a reverter o quadro de escassez deixado por um ano anterior seco.

Apesar do cenário favorável, o Comitê de Integração, formado pela Arsesp e pela SP Águas, manteve a chamada Gestão de Demanda Noturna, que consiste na redução da pressão da água nas redes de distribuição das 21h às 5h. O governo estadual defende a eficácia da medida, estimando uma economia superior a 209 bilhões de litros desde o segundo semestre de 2025, embora moradores continuem enfrentando transtornos e queixas de falta d'água.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais projeta cenários otimistas para os próximos meses, estimando que o armazenamento do Cantareira possa alcançar 60% em dezembro e chegar a 88% em março de 2027, caso o regime de chuvas se mantenha dentro da média histórica. Contudo, simulações com índices pluviométricos inferiores alertam que a oscilação climática ainda representa um risco.

Enquanto a Agência Nacional de Águas classifica o manancial na faixa de Atenção durante o mês de novembro, limitando a captação a 31 mil litros por segundo, especialistas reforçam a necessidade de acelerar o reparo de vazamentos nas redes urbanas. A discussão sobre o fim definitivo da redução de pressão noturna permanece condicionada à evolução contínua dos volumes armazenados e ao comportamento das chuvas ao longo do verão.

Fontes consultadas

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