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Brasil

Tio de Guilherme Boulos morre após atropelamento em São Paulo

O dentista Carlos Boulos tinha 80 anos e faleceu no Hospital das Clínicas após uma briga de trânsito na capital paulista.

Por 2 min de leitura

Tio de Guilherme Boulos morre após atropelamento em São Paulo
Tio de Guilherme Boulos morre após atropelamento em São Paulo

O dentista Carlos Boulos, de 80 anos, tio do político Guilherme Boulos, faleceu na madrugada desta terça-feira (6) no Hospital das Clínicas, localizado em São Paulo. A vítima estava internada desde o último sábado (3), quando foi atingida por um veículo durante uma discussão de trânsito na avenida 23 de Maio, situada na região central da capital paulista.

De acordo com informações fornecidas pela polícia, a ocorrência teve início quando Carlos desembarcou de seu automóvel após um desentendimento na via. Na sequência, o condutor do carro que vinha logo atrás avançou com o veículo. Com a manobra, a vítima caiu ao solo, bateu a cabeça e sofreu lesões consideradas graves.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou inicialmente que o motorista responsável pelo atropelamento havia fugido do local logo após o ocorrido, passando a ser procurado pelas autoridades. Posteriormente, o suspeito apresentou-se à polícia e prestou depoimento no âmbito da investigação conduzida pelo 5º Distrito Policial, situado no bairro da Aclimação.

Apesar de ter sido identificado e ouvido pelas autoridades, o condutor não foi preso em flagrante delito. A decisão ocorreu devido à restrição legal que impede prisões nas 48 horas posteriores ao pleito eleitoral. O inquérito policial segue em andamento para apurar todos os detalhes do episódio antes de ser encaminhado ao Poder Judiciário.

A defesa do motorista, identificado como Amilton, de 61 anos, assumida pelo advogado Natan Tolintino, apresentou sua versão sobre os fatos. Segundo o representante legal, o condutor tentou deixar o local do incidente por estar se sentindo ameaçado e com o objetivo de proteger sua família, que o acompanhava no momento da discussão.

A linha de defesa sustenta que o motorista não teve qualquer intenção de ferir ou atingir o tio de Guilherme Boulos. Os advogados afirmam que os relatos prestados por familiares que estavam no veículo corroboram essa tese, acrescentando que a dinâmica exata do atropelamento deverá ser comprovada por meio de perícia, análise de imagens e demais diligências investigativas.

Até o momento da publicação desta reportagem, Guilherme Boulos não havia emitido manifestações públicas sobre o falecimento do familiar. O político havia se licenciado do cargo de secretário-geral da Presidência no final do mês de setembro com o propósito de atuar na campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Fontes consultadas

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