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Toto Wolff planeja dividir funções de liderança na Mercedes

Chefe da equipe de Fórmula 1 avalia dois ou três nomes internos para o seu plano de sucessão na gestão.

Por 2 min de leitura

Toto Wolff planeja dividir funções de liderança na Mercedes
Toto Wolff planeja dividir funções de liderança na Mercedes

O chefe de equipe e diretor executivo da Mercedes na Fórmula 1, Toto Wolff, revelou que está avaliando duas ou três pessoas para assumirem suas funções no comando da escuderia no futuro. Em declarações recentes, o dirigente austríaco explicou que a carga de trabalho atual é extensa e que a divisão de responsabilidades visa garantir a estabilidade e a competitividade a longo prazo da equipe de Brackley.

À frente da operação da Mercedes desde 2013, Wolff destacou que o volume de atribuições que engloba a supervisão técnica, as negociações comerciais e a gestão dos pilotos torna inviável a concentração de todo o poder em um único sucessor direto. Por essa razão, o plano consiste em repartir o cargo entre profissionais que já integram o quadro da escuderia e que demonstram competência em suas respectivas áreas.

"Acredito que o meu trabalho será dividido entre duas ou três pessoas que estou avaliando neste momento e que acredito que já estão fazendo um ótimo trabalho com todos os seus pontos fortes em várias áreas", afirmou o dirigente em entrevista a um podcast internacional.

O desgaste físico provocado por um calendário extenso de 24 etapas na categoria máxima do automobilismo também motivou a movimentação estratégica. Embora a transição esteja sendo planejada, Wolff enfatizou que o foco principal é assegurar que a estrutura funcione de maneira eficiente e autônoma, priorizando o melhor interesse da equipe.

Como detentor de uma fatia acionária significativa na equipe, atualmente na casa dos 28% após transações recentes, uma saída definitiva do dirigente não é considerada provável. Wolff ponderou que, caso deixe o posto operacional diário, poderá assumir um papel de presidência executiva ou não executiva, embora reconheça a necessidade de manter limites claros para evitar interferências indesejadas no trabalho cotidiano.

"Uma rutura limpa provavelmente não é possível se eu continuar a ser proprietário", pontuou o austríaco, ressaltando que é fundamental não adotar uma postura de cobrança tóxica a partir das arquibancadas ou interferir diretamente nas decisões diárias dos pilotos e engenheiros.

A discussão sobre o futuro da liderança ocorre enquanto a equipe alemã segue disputando as principais posições na Fórmula 1. Com uma trajetória marcada por sucessos e títulos consecutivos sob o comando de Wolff desde a sua chegada em 2013, a organização busca desenhar um modelo de transição que preserve o legado e mantenha a competitividade técnica nos próximos anos.

Fontes consultadas

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