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Tragédia ferroviária na Espanha deixa dezenas de mortos e feridos

Colisão entre trens de alta velocidade na província de Toledo mobiliza centenas de socorristas e gera luto oficial no país.

Por 3 min de leitura

Tragédia ferroviária na Espanha deixa dezenas de mortos e feridos
Tragédia ferroviária na Espanha deixa dezenas de mortos e feridos

O número de mortos na colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha subiu para 69 nesta quinta-feira (29), enquanto equipes de resgate continuam as buscas por sobreviventes e vítimas entre os escombros na província de Toledo. O desastre, considerado o segundo acidente ferroviário fatal envolvendo trens de alta velocidade no país neste ano, deixou mais de 100 feridos e mergulhou a Espanha em três dias de luto oficial.

O acidente ocorreu na quarta-feira (28), por volta das 8h53 no horário local, entre as cidades de Mora e Orgaz, nos arredores de Urda e Los Yébenes. A colisão envolveu um trem da companhia estatal Renfe, que havia partido de Madri com destino a Sevilha transportando 393 pessoas, e uma composição da empresa privada Iryo, que estava parada na via com 151 passageiros a bordo.

De acordo com declarações do ministro dos Transportes, Óscar Puente, os primeiros indícios apontam para uma falha informática ocorrida por volta das 8h30 em um trecho de 69 quilômetros, o que motivou a paralisação programada de seis composições. No entanto, o trem da Renfe retomou a marcha minutos depois sem as devidas precauções de velocidade, percorrendo cerca de 25 quilômetros antes de atingir a parte traseira da composição da Iryo.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, prometeu que o governo vai esclarecer todos os detalhes da tragédia e apurar eventuais negligências. As autoridades locais informaram que mais de 800 militares e profissionais de emergência atuam no local com o auxílio de helicópteros, drones e cães farejadores. Os reis da Espanha, Felipe VI e Letizia, têm visita programada a um hospital em Toledo para prestar solidariedade aos feridos.

Sobreviventes relataram momentos de pânico e destruição nos vagões atingidos. O estudante brasileiro Nino Moreira, de 21 anos, que viajava no trem da Renfe acompanhado da avó, descreveu o impacto como instantes de pura agonia. Moradores da região e passageiros mobilizaram-se rapidamente para prestar os primeiros socorros, quebrar janelas e ajudar os feridos mais graves até a chegada das equipes oficiais e da Cruz Vermelha, que montou um centro de atendimento em uma escola local.

A tragédia ocorre a apenas um mês das eleições gerais antecipadas convocadas para 29 de novembro. Enquanto as autoridades concentram esforços no atendimento aos familiares e na identificação dos corpos por meio de coletas de DNA organizadas pela Guarda Civil, o principal sindicato de maquinistas manteve a realização de um dia de greve na rede ferroviária.

Fontes consultadas

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