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Política

Trump declara que respeitará eleições dos EUA se forem honestas

Presidente americano condicionou a aceitação do resultado das eleições de meio de mandato à lisura do pleito.

Por 2 min de leitura

Trump declara que respeitará eleições dos EUA se forem honestas
Trump declara que respeitará eleições dos EUA se forem honestas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (27) que aceitará os resultados das eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, desde que a votação seja conduzida de forma considerada honesta. A declaração foi feita a jornalistas momentos antes de o republicano embarcar para uma viagem ao Texas, a apenas uma semana do pleito marcado para 3 de novembro.

Questionado por um repórter se respeitaria o desfecho da votação independentemente do resultado, Trump respondeu afirmativamente, mas impôs a condição. "Sim, respeitarei, se forem eleições honestas", declarou o mandatário. O posicionamento alinha-se a um histórico de questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral americano feitos pelo presidente e por apoiadores do movimento Maga.

As eleições de meio de mandato ocorrem dois anos após a escolha presidencial e funcionam como um referendo sobre a gestão em exercício. Embora o nome do chefe do Executivo não apareça nas cédulas, o resultado define se o governo contará com maioria favorável ou oposição no Congresso, sendo disputadas todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas no Senado.

Pesquisas recentes de intenção de voto apontam o risco real de o Partido Republicano perder o controle de ao menos uma das casas legislativas. Caso os democratas obtenham maioria, o cenário poderá alterar significativamente a capacidade do governo federal de aprovar novas propostas no Congresso americano nos próximos anos.

Questionado sobre como lidaria com uma eventual perda de controle do Legislativo, Trump afirmou que buscará formas de trabalhar em conjunto com os opositores. Contudo, o presidente fez questão de ressaltar que disporá de um poder de veto considerado forte para barrar eventuais iniciativas contrárias aos interesses de sua administração.

A postura do presidente em relação ao processo eleitoral tem sido marcada por tentativas sistemáticas de influência e por alegações de fraudes sem a apresentação de provas concretas. Desde o seu primeiro mandato em 2016 e com maior intensidade após a derrota para Joe Biden em 2020, o republicano coloca em dúvida a lisura das votações no país.

Entre as ações recentes de sua administração para influenciar o cenário eleitoral estão o esforço para exigir documentos de identificação específicos nas urnas e a utilização de agências federais para checar dados de cidadania de eleitores. Paralelamente, aliados políticos têm atuado no redesenho de distritos eleitorais em diversos estados para maximizar as chances republicanas no Congresso.

Fontes consultadas

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