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Trump sugere que EUA podem lucrar com o petróleo e avalia nova ofensiva no Irã

Declarações do presidente americano ocorrem em meio a negociações de cessar-fogo, alta nos combustíveis e ameaças de Teerã.

Por 2 min de leitura

Trump sugere que EUA podem lucrar com o petróleo e avalia nova ofensiva no Irã
Trump sugere que EUA podem lucrar com o petróleo e avalia nova ofensiva no Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira que Washington pode realizar uma nova operação militar contra o Irã e sugeriu que o país poderia tomar todo o petróleo iraniano. A manifestação ocorre enquanto o conflito se aproxima de completar oito meses, pressionando os preços dos combustíveis e gerando repercussões nas vésperas das eleições legislativas americanas.

Durante um comício na Flórida, Trump mencionou a possibilidade de uma nova ação nos moldes de operações anteriores, embora não tenha fornecido detalhes adicionais. Mais cedo, o mandatário afirmou que poderia encerrar o confronto rapidamente e apontou que o governo americano avalia se deve buscar o fim definitivo do regime iraniano ou permitir que ele definhe economicamente.

As declarações coincidem com um período de forte pressão sobre a economia do Irã, cujas reservas de petróleo disponíveis para exportação sofreram drástica redução devido ao bloqueio e às sanções lideradas pelos Estados Unidos. Analistas apontam que a produção diária de petróleo bruto iraniano caiu pela metade, enquanto a inflação no país alcançou patamares historicamente elevados.

Apesar das dificuldades econômicas internas e do severo isolamento comercial, o regime iraniano tem demonstrado resistência em ceder às exigências ocidentais relacionadas ao seu programa nuclear e à livre navegação no Estreito de Ormuz. Autoridades de Teerã responderam às especulações de novos ataques com advertências sobre a capacidade de resposta militar do país.

Representantes do governo do Irã alertaram recentemente que uma eventual retomada da ofensiva militar por parte dos Estados Unidos e de Israel poderia resultar em retaliações contra infraestruturas estratégicas na região do Golfo. A retórica beligerante eleva ainda mais a apreensão internacional em relação à segurança das rotas globais de abastecimento de energia.

Enquanto isso, os desdobramentos da crise no Oriente Médio continuam a impactar o mercado energético global e a influenciar o cenário político interno americano. Com o custo de vida e os preços dos combustíveis em destaque entre os eleitores, a administração de Trump lida com o desafio de equilibrar sua estratégia geopolítica e as repercussões eleitorais do conflito.

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