Universidade Cornell pede adiamento de ordem de silêncio em processo
A instituição alega que a medida pode interferir em suas obrigações de divulgação e relatórios.
A Universidade Cornell solicitou a um juiz de Nova York que adie a emissão de uma ordem de silêncio solicitada por um homem de Connecticut acusado de participar de um estupro coletivo na instituição de ensino superior. O pedido da universidade foi protocolado em meados de outubro no âmbito de uma ação judicial de grande repercussão.
No documento apresentado à justiça, a universidade argumenta que a restrição pode interferir nas diversas obrigações de relatórios e divulgação da instituição. Além disso, a entidade apontou que o texto da medida, da forma como foi redigido, poderia ser interpretado como uma exigência para que a administração controle o que estudantes, professores e outros membros da comunidade dizem publicamente sobre o caso.
Apesar de afirmar que apoia iniciativas para reduzir as tensões em torno do processo, Cornell quer que os termos exatos da ordem sejam esclarecidos antes de sua implementação. A universidade também manifestou apoio a um pedido separado para que a acusora mantenha sua identidade preservada sob anonimato.
O caso teve início com uma ação civil protocolada em setembro por uma ex-estudante, identificada nos registros judiciais como Jane Doe. No processo, ela alega que sete homens a drogaram e agrediram sexualmente em uma casa de fraternidade da universidade em outubro de 2024. Embora os promotores locais tenham inicialmente decidido não apresentar acusações, a investigação foi reaberta após o ajuizamento da ação cível, e uma promotoria especial foi designada para conduzir o caso.
Entre os réus nomeados na ação está Diego Sarabia, que foi banido do campus de Cornell após uma investigação interna baseada no Título IX. A defesa de Sarabia argumentou anteriormente que a ordem de silêncio é necessária para conter uma campanha de mídia conduzida pelo advogado da acusora, apontando dezenas de declarações públicas que poderiam prejudicar um futuro julgamento.
Por outro lado, a representação legal de Jane Doe negou as acusações de campanha orquestrada e rejeitou o pedido de restrição, classificando-o como equivocado. Em sua resposta judicial, a defesa da vítima sustentou que a medida violaria direitos de liberdade de expressão e impediria a resposta pública a ataques e ao vazamento de registros confidenciais da investigação.
O processo segue tramitando enquanto o judiciário avalia os argumentos apresentados pelas diferentes partes envolvidas sobre a necessidade ou não de impor limites às declarações públicas sobre as investigações em andamento.
Fontes consultadas
- 21 Years Later, South Park Season 29 Brought Back The Best Gag From Its Funniest Episode screenrant.com
- Cornell urges judge to delay gag order sought by Bethel man in sexual assault lawsuit yahoo.com
- Cornell defendant asks for gag-order, accuses Jane Doe's lawyer of 'orchestrated campaign' cnycentral.com
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