USP fica na 22ª posição em ranking mundial de produção científica
Universidade de São Paulo perde cinco posições em relação ao levantamento anterior, mas segue como a única instituição ibero-americana entre as cem melhores.
A Universidade de São Paulo (USP) ocupa o 22º lugar entre as instituições de ensino superior que mais produzem pesquisas científicas no mundo, de acordo com o levantamento divulgado pelo Centro de Estudos em Ciência e Tecnologia (CWTS) da Universidade de Leiden, na Holanda. O ranking global analisa 1.618 universidades com base em trabalhos publicados na plataforma multidisciplinar Web of Science durante o triênio de 2021 a 2024.
A classificação avalia a atividade acadêmica por meio de indicadores como impacto científico, colaboração internacional e industrial, acesso aberto e distribuição de gênero. No critério de impacto científico, a USP contabiliza 19.660 publicações, sendo que 41,3% desse total integram a faixa dos 50% de trabalhos mais citados em suas respectivas áreas de atuação.
Apesar de figurar em destaque na lista internacional, a instituição brasileira registrou uma queda de cinco posições em comparação com a edição passada do ranking, quando havia alcançado o 17º lugar. Trata-se da quinta retração consecutiva da universidade paulista na tabela, visto que no recorte de 2016 a 2019 a instituição chegou a ocupar a 6ª colocação.
Ainda assim, a universidade mantém relevância geográfica expressiva por ser a única representante ibero-americana a integrar o grupo das cem melhores colocadas. Aluísio Segurado, reitor da USP, afirmou que a posição alcançada reflete o reconhecimento ao empenho da comunidade acadêmica e serve de estímulo para o progresso contínuo da instituição.
O reitor também destacou que a universidade pública tem o dever fundamental de gerar investigações relevantes e dotadas de impacto científico, cujos resultados tragam benefícios diretos para a sociedade. Nas análises segmentadas por áreas do conhecimento, a instituição obteve seus principais destaques nos campos de ciências biomédicas e da saúde, além de ciências da terra e da vida.
No que tange ao indicador de gênero, a USP sobressaiu ao figurar entre as três melhores instituições do mundo, ficando atrás apenas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e da Universidade de Toronto, no Canadá. Os dados do CWTS mostram que a universidade brasileira soma 138.167 autorias em seus estudos, com a participação feminina representando 42,7% desse total.
Em âmbito nacional, outras 37 instituições de ensino superior do Brasil também integraram o levantamento holandês. Logo após a USP, aparecem a Universidade Estadual Paulista (Unesp), na 184ª posição com 7.676 publicações, e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), situada no 217º lugar com 6.750 trabalhos publicados.
O panorama global do estudo é liderado pela Universidade de Zhejiang, na China, posição mantida nos últimos quatro levantamentos com 43.729 publicações no período analisado. A listagem geral evidencia a expansão da influência chinesa na ciência mundial, visto que 13 das 15 primeiras colocadas e 20 das 25 melhores posições pertencem a universidades do país asiático.