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Brasil

Vendedor recomeça vida nas feiras de Campo Grande após superar drogas

Com apoio da esposa e foco no empreendedorismo, Gilson da Cunha Ramalho produz cocadas e bebidas artesanais na capital sul-mato-grossense.

Por 2 min de leitura

Vendedor recomeça vida nas feiras de Campo Grande após superar drogas
Vendedor recomeça vida nas feiras de Campo Grande após superar drogas

Quem transita pelas feiras de Campo Grande encontra diversas opções de doces artesanais, como cocadas de variados sabores, coquinhos caramelizados e a chamada nevada, bebida cremosa preparada à base de coco e leite condensado. Por trás dessa produção está Gilson da Cunha Ramalho, de 45 anos, que atua no ramo há cerca de duas décadas e transformou uma trajetória de superação pessoal em um negócio próprio consolidado.

A história profissional de Gilson começou ainda na infância, aos 9 anos de idade, quando ele realizava vendas nas ruas para garantir o próprio sustento. Antes de fixar ponto nas feiras, o vendedor circulava com uma bandeja nas mãos, abordando clientes de forma educada em estabelecimentos comerciais e praças para oferecer seus produtos diretamente ao público.

Apesar da dedicação constante ao trabalho, a vida pessoal do vendedor foi marcada por desafios profundos desde a adolescência. Por volta dos 12 anos, ele teve o primeiro contato com substâncias químicas que causam dependência, problema que comprometeu diversos momentos de sua trajetória e resultou em passagens por clínicas de recuperação ao longo dos anos.

A virada estrutural nos negócios ocorreu há aproximadamente dois anos, quando Gilson conheceu sua atual esposa, Juliana da Silva de Amorim. Com a entrada da companheira na sociedade informal, a empresa ganhou organização e maior visibilidade, passando a contar com estratégias de divulgação na internet e atendimento direto ao público nas feiras da cidade.

Atualmente, o casal oferece um cardápio diversificado que vai desde o tradicional quebra-queixo até combinações com múltiplos sabores, além de inovações como a bebida nevada, cuja receita foi descoberta na internet e adaptada para atrair novos consumidores. Os preços dos doces variam entre R$ 10 e R$ 30, dependendo do tamanho e da quantidade de sabores escolhidos.

O empreendedor reconhece que a recuperação da dependência química exige vigilância diária, mas celebra a estabilidade alcançada e a parceria sólida com a esposa. Com o negócio estruturado e planos firmes para o futuro, o vendedor destaca que o objetivo principal é continuar expandindo a produção e conquistar novos clientes na capital sul-mato-grossense.

Fontes consultadas

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