Vice dos EUA evita apoiar reeleição de Netanyahu e se distancia de Trump
Em entrevista, JD Vance afirmou que foca apenas em candidatos americanos e não vai se envolver no pleito israelense.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, adotou uma postura distante do presidente Donald Trump ao recusar-se a declarar apoio à reeleição do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O posicionamento foi revelado durante uma entrevista concedida na segunda-feira ao jornalista Mark Halperin.
Questionado sobre a disputa eleitoral israelense, que tem eleições marcadas para 27 de outubro, Vance frisou que sua atuação está restrita à política interna americana. "Eu apoio candidatos americanos, e é nisso que estou focado: nas eleições legislativas de meio de mandato", declarou o vice-presidente.
Vance também afirmou que não possui uma posição pró ou contra o atual premiê israelense na corrida eleitoral. "Não sou contra apoiá-lo. Não sou a favor de apoiá-lo. Não vou me envolver nas eleições israelenses", pontuou, ressaltando que prefere ficar à margem do processo decisório do país aliado.
A recusa de Vance contrasta diretamente com a manifestação pública de Donald Trump. No domingo anterior, o presidente americano anunciou apoio explícito a Netanyahu, classificando-o publicamente como um grande líder e aliado no Oriente Médio, embora Trump mesmo já tenha se abstido de interferir no passado.
Apesar da reticência em relação a Israel, o histórico recente de viagens internacionais de Vance mostra engajamento em pleitos estrangeiros de figuras da direita. Em abril, antes das eleições parlamentares na Hungria, o vice-presidente viajou a Budapeste para apoiar o então primeiro-ministro Viktor Orbán, e também já manteve contato com lideranças da extrema direita alemã.
Enquanto ocorrem as movimentações políticas em Washington, a diplomacia americana mantém contato direto com o governo de Israel. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, realizou uma viagem não anunciada ao território israelense e reuniu-se na noite de segunda-feira com Netanyahu e com o ministro da Defesa, Israel Katz.